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E como fica a aliança entre Garibaldi e Wilma no RN?

Um amigo meu jornalista me ingadou como é que fica a aliança – se é que existe – entre a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria (PSB), e o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Aliança essa, é bom ressaltar, feita para apoiar a candidatura da petista deputada Fátima Bezerra as eleições municipais em Natal, que saiu derrotada no pleito. O amigo fez a pergunta porque o senador tem dado declarações que não há aliança no estado entre o PMDB e o PSB.

Pois muito bem. À sua indagação eu fiz o seguinte comentário: Se Garibaldi é candidato a reeleição no Senado, como declarou na semana passada, e já está pedindo votos aos companheiros do PMDB e a oposição, inclusive, já tendo conversado com o líder da bancada do DEM na Casa, José Agripino Maia (RN) e a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), cuja candidatura à sucessão de Wilma é tida como certa – Rosalba figura em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto -, o mais provável é que o presidente do Senado esteja ao lado de Agripino e Rosalba em 2010, formando uma chapa fortíssima com ele – Garibaldi – e Agripino concorrendo ao Senado, e Rosalba ao governo do estado.

Mais ainda: Caso Agripino seja indicado para compor chapa com o candidato do PSDB à Presidência da República, o tucano José Serra, ou até memo com Aécio Neves, governador de Minas – o que particularmente não acredito, e o próprio democrata tem declarado que isso não passa de especulação – aí teríamos um quadro sucessório que interessaria aos três: Wilma, Garibaldi e Agripino.

Por quê? Indagou o amigo jornalista. Porque nesse caso, Garibaldi e Wilma estariam com as vagas garantidas ao Senado, e Agripino, dependendo do desempenho do candidato tucano, estaria garantido também na vice-Presidência da República. Mas tudo isso vai depender, claro, de como esteja daqui pra lá a avaliação do governo Lula. Temos pela frente ainda uma crise econômica que ainda não surtiu os efeitos que a oposição espera. Não se sabe também como se comportará o PMDB até 2010, ano da sucessão presidencial. Agora mesmo já há uma insatisfação por parte do PT no Senado com a sinalização da recandidatura de Garibaldi à presidência da Casa.

Expliquei ao meu amigo que tudo isso são apenas conjecturas, mas como em política se fala muito nisso, é bom estarmos atentos para o que pode ou não acontecer. A verdade é que Garibaldi não simpatiza muito com uma aproximação maior ao governo Wilma, embora o deputado Henrique Eduardo Alves defenda esse alinhamento já no campo administrativo. Mas precavido, e já tem experiência de sobra sobre o assunto, Garibaldi prefere aguardar. À conferir!

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