Está no Estado de S. Paulo
A Polícia Federal interceptou comunicações do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, que mostram não ter se limitado a diretórios e deputados o repasse de recursos a políticos no ano de 2010.
Um funcionário com mais de dez anos de serviços prestados ao PP no Congresso em postos-chave aparece em um e-mail enviado ao doleiro como beneficiário de um depósito de R$ 25 mil. Ivan Vernon Gomes Torres Júnior trabalha na segunda secretaria da Câmara, ocupada por Simão Sessim (PP-RJ).
Documentos apreendidos pelos investigadores e revelados anteontem pelo Estadão mostram a intermediação por Youssef de doações de R$ 4,640 milhões de fornecedores da Petrobras a diretórios do PP e do PMDB. Há ainda novas pistas que podem elevar em mais R$ 2,7 milhões os recursos distribuídos em ano eleitoral. Youssef, segundo a investigação, atuava em parceria com Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal indicado pelo PP e que tinha amplo trânsito com PMDB e PT. Ele também está preso.