Nas conjecturas sobre a possibilidade de uma aliança entre o PT e o PMDB com vistas as eleições municipais de outubro, com a secretária municipal de Gestão e Planejamento Virgínia Ferreira, sendo a cabeça de chapa, tendo o apoio do presidente municipal do PSB, prefeito Carlos Eduardo Alves, não se cogitou ainda a possibilidade da governadora Wilma de Faria (PSB), abdicar do apoio ao deputado federal Rogério Marinho, pré-candidato do PSB à sucessão municipal, e apoiar também Virgínia. Sim, porque a governadora já disse que só se pronunciará sobre a sucessão na capital após o prefeito se pronunciar.
Nesse caso, como ficará a posição do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB) ? Ele já disse que o PMDB não fará parte de uma aliança onde os socialistas estiverem. Ninguém analisou isso. As conjecturas giram por enquanto na possibilidade de uma aliança entre PT e PMDB com o apoio do prefeito Carlos Eduardo Alves. É bom lembrar que os petistas terão uma reunião na próxima semana com a governadora Wilma de Faria, onde na pauta estará as eleições municipais. E se Wilma oferecer o vice para o PT?
Em tese, parece fácil uma aliança entre o PT e o PMDB. Mas na prática a coisa não é tão fácil quanto parece. Envolve muitos interesses. Wilma é estrategista. Ela vai esperar primeiro Carlos Eduardo Alves iniciar o jogo, pra depois dar a sua cartada. É como eu já disse. É um tabuleiro de xadrez. Quem vai dar o xeque-mate ninguém sabe. Lembro que Wilma já tentou uma vez apoiar um candidato do PT a prefeito de Natal – Salomão Gurgel -, e os petistas recusaram.