E a solução para o Parque das Dunas, quando sai?
A prefeita de Natal Micarla de Souza (PV) fala loas e boas das políticas sociais desenvolvidas pela sua administração. Em VT que está veiculando nas emissoras de televisão Micarla ressalta, por exemplo, a transferência de famílias que moravam na favela do Maruim, comunidade localizada à beira do rio Potengi, para outro lugar mais seguro e com casas decentes. Parabéns, mas do que justa a iniciativa da prefeitura. A bem da verdade isso é um projeto que já vem da aministração do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) e que tem recursos federais.
O Ministério Público Estadual, por sua vez, lança na próxima segunda-feira (22), Dia Mundial da Água, uma campanha em defesa da água potável de Natal. O esforço conjunto do MP e de vários outros parceiros visa pressionar as autoridades para solucionar o problema da contaminação do aquífero do San Vale, última reserva de água potável da capital. Muito bom. A iniciativa merece aplauso.
Mas e o Parque das Dunas, cuja área 76 famílias invadiram e até hoje não se tem uma solução final? Estava previsto uma reunião do MP com as famílias no último dia 12. Se ocorreu ninguém sabe ninguém viu, tal qual Conceição, música interpretada por Cauby Peixoto. Não custa lembrar novamente que o Parque das Dunas é Patrimônio da Humanidade definido pela Unesco por ser uma área de preservação ambiental. Além disso, faz uma espécie de cinturão verde da capital potiguar preservando assim o aquífero que tanto o MP fala em preservar no caso do San Vale.
O próprio secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Olegário Passos, já disse ao Blog que defende a retirada das famílias do parque. Passos foi quem entrou há mais de dez anos com uma ação junto ao MP para a retirada das 76 famílias de lá. Na época era vereador pelo PT. O MP acatou a ação e determinou ao governo do estado, que coordena o Parque das Dunas, e a prefeitura de Natal que providenciassem a remoção das famílias. Até quando os invasores vão permanecer no parque? Detalhe: A promotora de Justiça e do Meio Ambiente Gilka da Mata em entrevista ao jornal Diário de Natal ainda em janeiro prometeu solucionar o caso no final de fevereiro. Estamos na segunda quinzena de março e até agora nada.