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Editorial

De novo entra em cena o bloco “Alquimistas, Redondos e Escorregadios”

Com a decisão esta semana proferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte sobre coligações majoritária e proporcional com vistas as eleições deste ano, volta à cena o bloco dos  Alquimistas – aqueles que inventam fórmulas -, Redondos – os políticos que não têm lado – e Escorregadios – os que estão sempre saindo pela tangente. E desta vez a mágica a ser encontrada é para facilitar a vida do PMDB, em conflito interno pois não sabem a quem apoiar para governador.

E tudo isso porque o PMDB não tem um candidato próprio à sucessão estadual. Não fosse isso não seria necessário convocar o bloco dos “Alquimistas, Redondos e Escorregadios”. Os peemedebistas pecam mais uma vez por não terem candidatura própria a um cargo majoritário. Foi o caso da última eleição municipal em que tinha um candidato em potencial – o vereador Hermano Morais – e mesmo assim seus dirigentes implodiram sua candidatura às vésperas da convenção preferindo apoiar a candidatura da deputada Fátima Bezerra (PT) num acordo feito em gabinete fechado em Brasília.

O PMDB do Rio Grande do Norte é sui generes. Tem um candidato a reeleição ao Senado – Garibaldi Alves – que é prioridade no partido e um tempo de televisão e rádio considerável, mas está à procura de quem lhe dê  “abrigo”. E tudo isto porque não tem candidato a governador. Parece que o partido está pedindo favor para se encaixar em alguma coligação que garanta uma reeleição tranquila ao senador Garibaldi Alves e ao deputado Henrique Eduardo Alves, seu primo, que também tenta a reeleição à Câmara Federal.

Duas vertentes se formaram dentro do partido. A que defende o apoio a candidatura oposicionista da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) ao governo do estado, encabeçada por Garibaldi Alves. E a que defende o apoio à candidatura do vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), esta com o apoio de Henrique Eduardo Alves. Mas a decisão do TRE colocou por água abaixo a estratégia inicialmente montada pelos peemedebistas. Ou seja: O TRE seguindo Resolução do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e o entendimento do Ministério Público Eleitoral decidiu proibir a formação de alianças proporcionais distintas das majoritárias.

Agora, Henrique Alves, presidente estadual da legenda se vê obrigado a consultar o candidato Iberê Ferreira de Souza e ao ex-aliado deputado Robinson Faria (PMN), presidente da Assembléia Legislativa, que rompeu com o governo e já anunciou que será o vice de Rosalba. A tentativa [será?] é reeditar a Unidade Potiguar – união entre os partidos da base aliada do governo Lula no Rio Grande do Norte – para, vejam só, salvar o PMDB. O mesmo PMDB de lutas memoráveis no estado agora pede socorro.

É, o bloco Alquimistas, Redondos e Escorregadios passará a se chamar agora de “Liga dos Alquimistas, Redondos e Escorregadios”. E por que? Porque trata-se de um grupo político de ajuda a quem precisa. E neste caso é o PMDB que está necessitando urgentemente da Liga.

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