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Editorial

Ainda sobre “fichas sujas”

Ando meio que cabreiro quanto ao radicalismo na campanha que antecede as eleições deste ano no Rio Grande do Norte. Se ainda sequer as candidaturas foram oficializadas e as trocas de farpas já começaram entre o senador José Agripino Maia (DEM) e a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), imagine caro web-leitor quando a campanha começar pra valer. Não vai sobrar pra quem quer!

Essa história de que o radicalismo acabou na política papa-jerimum é conversa pra boi dormir. Quando os interesses estão em jogo e principalmente em uma eleição é melhor sair da frente que atrás vem chumbo grosso. A troca de gentileza e o fim do radicalismo tão propalado aos quatro cantos do estado quando José Agripino Maia e o clã Alves fizeram as “pazes” serviu sim na eleição em que o senador Garibaldi Alves (PMDB) foi pela terceira vez candidato ao governo enfrentando a então governadora Wilma de Faria (PSB), canddiata na época a reeleição. Naquele momento interessava aos Mais e aos Alves derrotar Wilma. E aí surgiu a história do fim do radicalismo. Claro, entre Maias e Alves.

Mas agora a disputa é por duas vagas ao Senado onde a briga de “Titãs” vai deixar um de fora. Os concorrentes a essas duas vagas são: Wilma de Faria, que tentará pela primeira vez chegar ao Parlamento maior do país; Agripino e Garibaldi que vão tentar a reeleição. Daí o acirramento da campanha que se aproxima.

A batalha já começou. A troca de “farpas” pela imprensa entre Agripino e Wilma é só um aperitivo do que pode estar por vir. Ninguém se iluda. O radicalismo na política do Rio Grande do Norte jamais acabou, apenas em determinados períodos ela tende a amenizar. E se o eleitor for besta vai acabar digerindo os “fichas sujas”, como de costume. Se não for, saberá separar o joio do trigo. Aliás, em tempos de chuvas seria recomendável certos políticos colocar sua ficha no varal para ser lavada.

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