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Editorial

Caminhando e cantando…

A músiva de Geraldo Vandré  “Só pra dizer que não falei das Flores” e que ilustra este editorial retrata bem a decisão do Supremo Tribunal Federal [STF]. Lamentavelmente hoje (29) a maioria dos ministros do Supremo votou contra a revisão da Lei de Anistia para que fosse possível punir militares que cometeram crimes de tortura durante a ditadura (1964-85).

Apenas dois ministros defenderam a revisão da anistia: Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto, responsável, pelo voto mais contundente, ao classificar os torturadores de “monstros, desnaturados e tarados”.

O placar de 7 a 2 retratou bem a decisão equivocada do STF de arquivar o pedido de revisão da Lei de Anistia feito pela OAB [Ordem dos Advogados do Brasil]. No processo, a OAB questionava se a anistia, promulgada há 30 anos, também era aplicável a quem praticou crimes como lesão corporal, desaparecimento forçado, abuso de autoridade, tortura e/ou estupro, durante a ditadura militar.

Repito: uma decisão  equivocada. Quem tortura e mata tem que ser punido. Na Argentina está sendo assim. Os torturadores da época da ditadura naquele país estão sendo punidos. Mas aqui na linha abaixo do Equador a maioria dos ministros do Supremo entendem diferente. O que fazer? Só nos resta protestar casminhando e cantando e seguindo a canção …

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