Por que só dois deputados do RN assinaram o projeto dos fichas-limpa?
Leio no Congresso em Foco que cresce a pressão sobre os deputados para aprovar a proposta que restringe a candidatura de políticos com problemas na Justiça, o chamado projeto Ficha Limpa. Passa de 2 milhões o número de assinaturas de apoio à proposição coletadas na internet por meio do site da organização não-governamental Aavaz (www.avaaz.org [1]), parceira do MCCE [Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral], responsável pela apresentação do projeto de lei de iniciativa popular.
A marca de 2 milhões de assinaturas foi atingida ontem (3) à noite, às 22h40. A lista de apoio será encaminhada ao e-mail dos deputados, que votam esta tarde o pedido de urgência para que a proposta seja examinada em seguida pelo Plenário. Com isso, chega a 3,6 milhões o número de apoio dado à proposta. Outros 1,6 milhão de assinaturas foram coletadas pelo MCCE nas ruas. Mas a busca por apoio na internet continua.
É preciso, no entanto, que os nossos parlamentares se conscientizem da importância de aprovar este projeto. Faz-se urgente. Não adianta dizer que é ficha limpa, tem que parecer ficha limpa. E caso o pedido de urgência não seja aprovado ou não votado hoje para que o projeto seja levado ao Plenário, o que se espera, os nossos deputados estarão dando um exemplo de que preferem realmente serem chamados de “ficha suja”.
Na bancada do Rio Grande do Norte, por exemplo, ao que se sabe apenas dois deputados assinaram o projeto: Fátima Bezerra (PT) e Felipe Maia (DEM). E por que o receio dos outros seis parlamentares em assinar a proposta, no caso Rogério Marinho (PSDB), Fábio Faria (PMN), Henrique Eduardo Alves (PMDB), Sandra Rosado (PSB), Betinho Rosado (DEM) e João Maia (PR)? Fica a pergunta!