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Editorial

Rasparam o fundo do tacho!

Governos que saem e governos que entram. Em ano de eleição quando o governante da hora não é candidato a reeleição a ladainha é sempre a mesma de quem assume: Rasparam o fundo do tacho! E claro, têm toda a razão, mesmo quando se é correligionário. No caso específico do vice-governador que assume o cargo de titular.

É o que vem ocorrendo Brasil afora. E o Rio Grande do Norte não foge a regra. O governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) que assumiu a titularidade do cargo no lugar de Wilma de Faria (PSB) que vai concorrer ao Senado está experimentando uma amarga realidade. Não era pra ser asssim, mas virou regra neste país.

O pior é que quem assume o cargo de governador nestas condições não pode nem falar a realidade em que encontrou os cofres públicos do estado. Afinal, está ocupando a cadeira de um correligionário ou correligionária, se for o caso. Mas fazer o que? Denunciar ao bispo?

Mas isso ocorre aqui e alhures. Alguém acha que o tucano José Serra ao deixar o governo de São Paulo para sair candidato à Presidência da República nas eleições de outubro também não raspou o tacho? Acha que Serra deixou para o seu substituto Alberto Goldman (PSDB) uma casa arrumada? Só acreditando em Papai Noel mesmo!

O fato é que quando um governante deixa o governo a casa fica desarrumada e se for para concorrer a outro cargo o seu substituto só tem nove meses para ajeitar tudo. Muito pouco tempo. Sem dinheiro a coisa fica complicada. Só tem uma coisa a dizer. Ou melhor, lamentar!

E, claro, pensar baixinho e dizer: Rasparam o fundo do tacho!

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