O vice, ah o vice!
Vice é vice, não manda em nada. Há quem pense assim. Aliás, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) tinha esse pensamento. Não sei se ainda conserva-o. O fato é que a presença de um vice numa chapa majoritária vem ganhando importância nas últimas eleições. Antes o vice se contentava em ser, digamos, uma “vaca de presépio”, ou seja, simplesmente colocar o seu nome para compor a chapa. Hoje não, o vice que é vice quer ter uma participação maior com um cargo de secretário, por exemplo. O atual governador do Rio Grande do Norte Iberê Ferreira de Souza (PSB), candidato a reeleição, foi secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos.
Como disse, o vice vem ganhando sua importância ao longo das últimas eleições. E é exatamente sobre essa importância que me detenho a falar hoje. No caso específico do vice de Iberê, o nome a ser escolhido terá a oportunidade de, caso o governador se reeleja, ser o seu candidato à sua sucessão. E por que? Porque Iberê não poderá mais ser candidato a governador já que nesta eleição vai tentar a reeleição.
Sendo assim, o seu vice tende a se valorizar ainda mais. Há quem aposte hoje que o PR, partido do deputado João Maia, vai mesmo indicar o vice na chapa governista. Uma dessas pessoas é a ex-governadora Wilma de Faria (PSB). Mas, o próprio João Maia tratou de derrubar essa hipótese em mensagem através do twitter.
Outros apostam que o PMDB é quem vai indicar. Essa aposta se baseia no fato de que o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] não vai concordar com a aliança proporcional firmada entre o PMDB, PR e PV, porque no caso dos peemedebistas uma ala apóia a candidatura majoritária de Iberê, encabeçada pelo deputado Henrique Eduardo Alves, e a outra apóia a candidatura ao governo da senadora Rosalba Ciarlini (DEM), que tem o apoio do senador Garibaldi Alves. Assim sendo, o PMDB apoiaria a candidatura de Iberê na condição de indicar o seu vice. Aliás, a consulta que o deputado Henrique Eduardo Alves iria fazer ao TSE sobre a coligação proporcional não foi feita. Portanto, ninguém sabe qual interpretação o TSE tem sobre essa aliança.
Mas é fato que dentro do governo muitos apostam que o PMDB inteiro vai acabar mesmo nos braços da candidatura Iberê. A conferir!