Até que ponto o crescimento de Dilma pode influenciar nas eleições estaduais?
A pergunta é pertinente, até porque se Dilma Ruosseff está crescendo nas pesquisas de intenção de votos realizadas até agora, deve-se principalmente ao presidente Lula. Isso está provado. Depois do programa eleitoral do PT em que Lula ocupou o maior espaço falando sobre Dilma – e bem, claro – a ex-ministra-chefe do Gabinete Civil do governo petista vem crescendo de forma que tem deixado a oposição mergulhada numa profunda desanimação.
Não à toa já se fala que Dilma poderá ganhar a eleição em primeiro turno, dado o pífil desempenho da candidata do PV, senadora licenciada Marina Silva (AC). Antes se falava que o tucano José Serra poderia ganhar a eleição de outubro em turno único. A coisa tomou um novo rumo e tudo indica que a vantagem de Dilma sobre Serra, segundo pesquisa Ibope/CNI divulgada ontem, que dá cinco pontos de vantagem para a petista – 40% a35% – deverá aumentar. O presidente Lula tem feito o que pode para que isso ocorra.
Agora, a expectativa é grande quanto aos candidatos a governador sobre essa transferência de votos. No Rio Grande do Norte, por exemplo, tem-se dois candidatos da base aliada do governo Lula: O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) e o governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), candidato a reeleição. Dilma já disse que vindo ao Rio Grande do Norte durante a campanha subirá nos dois palanques. Por sua vez o ex-ministro José Dirceu (PT-SP), quando esteve em Natal na semana passada, garantiu que o presidente Lula vai subir também nos dois palanques.
Quanto a presença de Lula no programa eleitoral a situação é diferente. Neste caso Lula só vai poder aparecer no programa cujo candidato a governador é do PT ou de um partido coligado, no caso de Iberê que é o candidato e os petistas apóiam. Isso de certa forma favorece mais a candidatura de Iberê do que a de Carlos Eduardo. A verdade é que o presidente Lula, devido a sua alta popularidade, é um cabo eleitoral cobiçado por todos os candidatos, até mesmo por aqueles de oposição.
Mas a candidata à Presidência da República é Dilma e não Lula! E daí? Dilma estará ao lado de Lula nos palanques pedindo votos para seus candidatos. Isso pode sim ser um diferencial. Será que Serra faz esse diferencial? Duvido muito. Mas como cabeça de eleitor é igual a juiz de direito e bumbum de bebê, vamos aguardar.