Candidato que é candidato não pode ter medo de pergunta
Vou utilizar aqui uma comparação muito usada no futebol para expressar o quão é importante os candidatos a cargos majoritários responderem as perguntas dos jornalistas, mesmo que elas sejam embaraçosas: Time que quer ganhar não pode escolher adversário!
Por que dessa comparação? Porque no caso de um time de futebol ele tem que estar preparado para o que der e vier, e no caso do político que almeja algum cargo majoritário, seja ele prefeito, governador ou presidente, este também tem que estar preparado para as perguntas.
Hoje, aproveitando que o ex-prefeito de Natal estava no twitter e postando mensagens de que estava visitando a feira do Alecrim – a propósito quantas vezes Carlos Eduardo foi a feira do Alecrim enquanto prefeito? – indaguei dele se acreditava que poderia ir ao segundo turno. Insisti três vezes sem resposta.
Aviso aos candidatos. O meu Blog está à disposição de todos eles, mas não para o oba-oba da campanha. Como jornalista cumpri-me o dever de fazer perguntas e, claro, o candidato também se vê no direito de respondê-las ou não. Mas é bom lembrar que se trata de uma campanha eleitoral e que os eleitores querem saber o que o candidato tem a dizer. Sendo assim nada melhor que a mídia expontânea e o Blog é uma mídia expontânea. Se o candidato deixa de responder as perguntas que lhes são feitas, quem perde é ele, não o Blog, no caso.
Este editorial vale para todos os candidatos. Se não querem ser incomodados por jornalistas que não utilizem a rede social para postar oba-oba. Isso não interessa a ningúem. Seria até bom que as assessorias dos candidatos orientassem seus clientes sobre o que estou falando.
O espaço está aberto a todos os candidatos, desde que falem de assuntos que interessem à sociedade. Oba-oba não serve. Dizer no twitter que está visitando uma feira, que foi almoçar com fulano, que terá uma reunião para definir a estratégia de campanha, isso é oba-oba e não interessa publicar. Que fiquem só no twitter postando isso para vê se vão ganhar votos. Duvido muito!