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Editorial

Wilma vive situação delicada, mas que não dará em nada

A ex-governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria (PSB), candidata ao Senado, vive uma situação delicada, mas que não vai dar em nada. O procurador regional eleitoral Ronaldo Chaves concluiu seu parecer reafirmando o pedido de impugnação de Wilma. Sua elegibilidade está sendo questionada por ela não haver apresentado comprovante de quitação eleitoral plena ao TRE no ato de registro de sua candidatura.

O advogado de defesa de Wilma de Faria, Érick Pereira, alega, no entanto, que sua cliente está em dia com a Justiça Eleitoral, e em entrevista à imprensa há duas semanas disse que o equívoco da contestação do procurador teria ocorrido “por excesso de trabalho”. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte deve julgar o parecer do procurador regional eleitoral nesta quinta-feira (29).

Dificilmente o registro de candidatura de Wilma de Faria será impugnado. Embora fora do prazo estabelecido para apresentação de documentos necessários ao registro de candidatura – 5 de julho – conforme o calendário eleitoral, seu advogado apresentou à Justiça Eleitoral, segundo ele, a quitação parcelada de pagamento de uma multa inscrita no dia 19 de abril deste ano.

Embora em nota oficial o procurador regional eleitoral Ronaldo Chaves tenha dito que “qualquer documentação que ateste situação diversa, só pode ter sido emitida ou anexada no processo em data posterior ao prazo de registro de candidatura”, dificilmente, repito, a ex-governadora Wilma de Faria terá sua candidatura ao Senado impugnada.

O colegiado do TRE deverá levar em consideração o fato de Wilma ter apresentado o recibo de quitação de multa, ainda que fora do prazo estabelecido pelo calendário eleitoral . A impugnação de sua candidatura a esta altura do campeonato mexeria com todo o processo sucessório no Rio Grande do Norte. E Wilma ainda poderia recorrer ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral].

Portanto, posso estar equivocado, mas ouso dizer que o TRE não vai impugnar o registro de candidatura da ex-governadora do Rio Grande do Norte, conforme propõe o parecer do procurador regional eleitoral Ronaldo Chaves, embora feito, como ele próprio disse, “de forma criteriosa e responsável tendo como objetivo resguardar o cumprimento da lei”. A conferir!

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