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Editorial

Wilma insiste no erro

Não faz muito tempo  – 29 de junho – o jornalista Cassiano Arruda em sua coluna Roda Viva, no Novo Jornal, fez um comentário sob as críticas da ex-governadora Wilma de Faria (PSB), candidata ao Senado, aos outros três senadores do Rio Grande do Norte – Garibaldi Alves (PMDB), José Agripino Maia (DEM) e Rosalba Ciarlini (DEM), esta última candidata ao governo do estado nas eleições de outubro. O título era “O discurso errado”. O leitor que quiser conferir é só clicar em Editorial. [1]

Dizia Cassiano que:

– Quando atira contra os atuais senadores, a ex-governadora pode estar dando um tiro no pé. Ela termina dificultando – ainda mais – o esforço do deputado Henrique Eduardo Alves para levar para ela o segundo voto do PMDB, que dá o primeiro a Garibaldi.

Este Blog retoma o assunto porque nesta segunda-feira (2), em entrevista à Rádio 96 FM, Wilma voltou a acionar sua metralhadora giratória contra Garibaldi, Agripino e Rosalba, seus dois principais opositores na “batalha” para alcançar uma das duas vagas ao Senado destinadas ao Rio Grande do Norte. Disse Wilma de Faria:

-Na minha gestão, os três senadores estiveram na oposição ao governo. Eu não vou dizer qual o mais fraco, mas eles não trabalharam na tribuna mais importante para lutar pelos benefícios que o Rio Grande do Norte merecia e precisa, nós que somos de um estado pequeno e precisamos de recursos para o desenvolvimento. E arrematou:

– O Senado é muito importante para dar suporte aos governadores, administrando os recursos para o estado. Mas aqui no Rio Grande do Norte, não tivemos essa luta pelos senadores  e isso precisa mudar.

Todos sabemos, inclusive a própria Wilma de Faria, que esta disputa ao Senado será uma “briga de Titãs”, onde está em jogo duas vagas e onde se tem na disputa três caciques da politica potiguar – ela própria, e mais os senadores Garibaldi e Agripino, ambos candidatos a reeleição. Tem-se  ainda na disputa o pestista Hugo Manso e o jornalista Sávio Hackradt (PC do B). Mas a grande disputa, sem dúvida, está entre os “caciques”.

O que está em jogo, na realidade, entre estes “caciques”, é o segundo voto. Se a ex-governadora do Rio Grande do Norte insistir em criticar os senadores que concorrem à reeleição, é correto dizer que isso é uma estratégia errada. Wilma conta com a possibilidade do segundo voto, ou seja, os eleitores que votam em José Agripino, por exemplo, poderiam dar o segundo voto a ela. E, os eleitores de Garibaldi, idem.

Só que com as críticas que vem fazendo ao comportamento dos dois senadores em relação ao seu governo, dificilmente os eleitores de Agripino e Garibaldi darão o segundo voto a Wilma. Não tem lógica o eleitor que vota em Agripino dar o seu segundo voto a Wilma se ela vem criticando o democrata, como também não tem o menor fundamento o eleitor de Garibaldi dar o seu segundo voto a ela se o peemedebista vem sofrendo críticas por parte da ex-governadora.

Não custa lembrar que muitas das obras que o Rio Grande do Norte ganhou no governo Lula foram frutos de emendas parlamentar, aí incluindo, claro, os senadores. Se Wilma de Faria for para o confronto direto com relação a obras, certamente isso não será uma boa estratégia para a sua campanha. Os senadores têm como provar as autorias de suas emendas e a ex-governadora pode entrar numa “saia justa”.

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