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Editorial

Pra que serve as pesquisas mesmo?

É impressionante como as pesquisas de intenção de voto mexe com os políticos e, sobretudo, os jornalistas que cobrem política.Vira e mexe quando sai uma vem o alvoroço de dúvidas. Se candidato A está na frente, como pode cair de uma hora pra outra? Se candidato B vinha lá atrás, como de uma hora pra outra subiu? Sem falar no questionamento que se faz sobre as metodologias aplicadas.

O jornalista José Roberto de Toledo, em seu blog, por exemplo, questiona a CNT/Sensus para presidente da República divulgada nesta quinta-feira. Diz ele:

– O que mais chama a atenção na pesquisa CNT/Sensus não é o tamanho da vantagem de Dilma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB). O que se destaca são as inconsistências internas do relatório.

Do alto porcentual de voto dos nanicos à distribuição regional das intenções de voto dos principais candidatos, passando por um mistério na intenção de voto de Marina Silva (PV), há várias contradições nos cruzamentos da pesquisa.

Fato inédito, a CNT/Sensus encontrou intenção de voto espontânea maior do que na pergunta estimulada para os nanicos. Soma dos porcentuais dos candidatos dos pequenos partidos na espontânea: 7%. Soma dos porcentuais dos mesmos candidatos na estimulada: 5%.

No Rio Grande do Norte a coisa não é diferente. Aqui, além de se desqualificar as pesquisas, se questiona até o período em que ela foi realizada. Claro, isso de acordo com os interesses de cada um ou grupo político. Confesso que não sou nenhum estudioso em pesquisa eleitoral, como também não sou daqueles que acreditam em tudo o que dizem. Como jornalista político apenas reproduzo os números neste espaço, mas jamais me atrevo a fazer a leitura deles.

Mas se existe tanta celeuma, pra que serve as pesquisas mesmo? Como diria o “Velho Guerreiro”: Eu vim pra confundir, não para explicar!

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