Enfim, um projeto para por ordem nas pesquisas eleitorais
O senador João Faustino (PSDB-RN) vai apresentar projeto de lei para disciplinar a divulgação de pesquisas eleitorais, ficando restrita apenas a três institutos contratados e credenciados pela Justiça Eleitoral, mediante concorrência, que ficarão responsáveis pela realização de seis pesquisas ao longo de toda a campanha. É facultado, no entanto, os partidos e coligações fazer pesquisas para consumo interno, sem a divulgação na mídia.
Sem dúvida um projeto para moralizar o festival de pesquisas que vêm acontecendo Brasil afora. No Rio Grande do Norte, por exemplo, um mesmo jornal divulgou esta semana duas pesquisas de institutos diferentes e com números diferentes. Em qual delas o leitor-eleitor poderia acreditar? É preciso sim moralizar a coisa. Pesquisa eleitoral no Brasil virou sinônimo de marketing para alavancar campanhas, perdendo assim toda a credibilidade do eleitor.
Este Blog parabeniza a iniciativa do senador João Faustino, suplente do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) que está licenciado para se dedicar a reeleição. Não sem tempo, a iniciativa vem em boa hora. É correto dizer que pesquisa eleitoral é sempre bem vinda desde que os números realmente representem a realidade em dado momento da campanha, mas como está sendo feita parece mais um produto de prateleira vendido em qualquer loja de secos e molhados. Ou seja, pesquisa ao gosto do freguês.
Como disse, a pesquisa eleitoral no Brasil se tornou um instrumento de marketing. Se o candidato vai mal, contrata-se uma pesquisa. Manipula-se os números e pronto: Vamos registrar no TSE e divulgar na mídia. Se colar colou. O imbecil do eleitor que acredite se quiser, pouco importa se os números estão mostrando a realidade. O importante é vender o candidato como se ele estivesse bem junto ao eleitorado, ora pois!