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Editorial

As campanhas entram numa fase crucial

Faltando praticamente 30 dias para os pleitos – eleições presidencial e estaduais – as campanhas dos candidatos a presidente e a governador entram numa fase crucial. Algumas delas, como as de José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), ambos candidatos à Presidência da República, começam a modificar a formatação dos seus programas eleitorais principalmente na televisão. Essa estratégia justifica-se pelo fato de até agora os programas dos dois candidatos não terem despertado a atenção do eleitor.

No caso específico da eleição no Rio Grande do Norte onde o governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), candidato a reeleição, vem em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, com uma certa distância para a primeira colocada, senadora Rosalba Ciarlini (DEM), também candidata ao governo, é de se esperar que o seu maketing também repense o programa eleitoral. Embora Iberê venha crescendo na intenção de voto do eleitor, esse crescimento ainda é muito pequeno.

A aposta no presidente Lula como maior cabo eleitoral capaz de alavancar votos ainda não surtiu o efeito desejado. A presença da candidata Dilma Ruosseff (PT) à Presidência da República, já vem sendo utilizada também. É certo dizer que isso poderá ter influência futura, mas até o momento os efeitos foram mínimos. É claro que as presenças do presidente Lula e da candidata Dilma Ruosseff em palanque nessa reta final de campanha seria de fundamental importância para a candidatura governista. Mas se não ocorrer isso, como o previsto, qual será então a alternativa?

No que diz respeito a candidatura do DEM nada deverá ser mudado, pois em time que está ganhando não se mexe. A vinda do presidenciável tucano a Natal, candidato esse apoiado por Rosalba Ciarlini, ficou só no efeito de rua mesmo, pois que inteligentemente o marketing da “Rosa” não aproveitou em seu programa de televisão. Seria arriscar muito um desgaste desnecessário.

O candidato pedetista, ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, está precisando de uma injeção para deixar de patinar na casa dos 12 a 14% das intenções de voto. Carlos deveria intensificsar sua campanha em Natal, onde foi prefeito e na Grande Natal principalmente Parnamirim, onde seu pai Agnelo Alves, candidato a deputado estadual, foi também prefeito. As dificuldades financeiras que o pedetista enfrenta para uma campanha majoritária ao governo do estado impedem que sua candidatura deslanche. O melhor seria aproveitar a situação de ex-prefeito da capital e trabalhar seu nome, quem sabe, para uma futura candidatura de volta ao Palácio Felpe Camarão.

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