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Editorial

A falta que faz o dinheiro numa campanha majoritária

O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), candidato a governador vem fazendo uma campanha pífia. Os números de sua candidatura nas pesquisas eleitorais oscilam para baixo. E por que isso? Não que Carlos Eduardo Alves seja um péssimo candidato. A contrário, quando deixou o Palácio Felipe Camarão sua administração estava bem avaliada, aliás, motivo pelo qual Carlos Eduardo brigou para ser o candidato governista à sucessão estadual.

Mas o político que se submete a um pleito majoritário tem que avaliar, sobretudo, a sua densidade eleitoral e o “cacau” que vai mover sua campanha. Duas análises que Carlos Eduardo ou esqueceu de fazer ou não avaliou bem. Primeiro a densidade eleitoral. É certo dizer que Carlos tem uma boa densidade em Natal, maior colégio eleitoral do estado, mas por outro lado essa densidade não é lá muito significante no interior, apesar do pedetista antes de ser prefeito ter sido deputado estadual e secretário de Estado. Segundo, o “cacau”, a verba necessária para se investir numa candidatura a governador está fazendo falta agora a Carlos Eduardo Alves.

Ainda ontem, conversando com Rogério Nunes, primo e marqueteiro de Carlos Eduardo, ele me dizia que a maior dificuldade enfrentada por Carlos é exatamente a falta de recursos. Fiz lembrar a ele que quando Wilma de Faria (PSB) saiu candidata a primeira vez para governadora do Rio Grande do Norte, nessa época sem mandato eletivo, ficou em quarto lugar. O deputado Fernando Mineiro (PT), que concorreu também, ficou a sua frente em terceiro lugar. Nunes também lembrou isso.

Carlos Eduardo Alves até poderia ajudar o governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), candidato a reeleição, a chegar ao segundo turno. Ocorre que apesar da candidata de oposição senadora Rosalba Ciarlini (DEM) vir caindo nas pesquisas na faixa de 4 a 5%, e Iberê vir subindo também nessa mesma faixa, o ex-alcaide natalense oscila para baixo acompanhando o mesmo porcentual de queda da democrata. Essa perda de voto está sendo somada para Iberê. Ou seja, o chamado voto útil de quem não quer que Rosalba Ciarlini defina a eleição já no primeiro turno. Daí os votos de Carlos Eduardo Alves estarem migrando para Iberê Ferreira de Souza.

Contudo, para haver segundo turno era preciso que Carlos Eduardo também crescesse junto com Iberê, o que não vem acontecendo. O voto útil do eleitor que pensava votar em Carlos Eduardo, mas por ele não vir crescendo está migrando para Iberê, de fato não está contribuindo muito. É como chover no molhado.

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