Sargento Regina, a compra de votos e os PMs contratados
Já falei sobre o assunto antes. O web-leitor que quiser conferir é só clicar em Editorial [1]. Mas como o assunto ainda continua tendo repercussão depois do vídeo levado ao youtube, resolvi retomá-lo. Compra de votos seja ela em eleições para o candidato se eleger a um mandato ou para presidir casas legislativas sempre foi uma prática nefasta, mas que se tornou comum porque ninguém, absolutamente ninguém, toma providências para coibir. Todos os políticos que fazem esse tipo de prática estão aí, alguns deles candidatos a um novo cargo eletivo.
O atual presidente da Câmara, vereador Dickson Nasser (PSB), que tem um filho candidato a deputado estadual, é um exemplo disso. Foi reeleito presidente antecipadamente numa manobra que envolveu a compra de votos, como disse e reafirmou a vereadora Sargento Regina. Mas quem é o culpado disso tudo? Os eleitores. E por que os eleitores? Exemplifico também: Há quase um ano – dia 1 de outubro de 2009, pra ser mais exato -, postei aqui neste espaço uma nota que dizia o seguinte: Natal será ridicularizada pela revista Veja por causa da proposta bizarra da vereadora Sargento Regina (PDT) de se criar neve na cidade no período natalino. Os natalenses não mereciam isso. Francamente, isso é ridiculo. E quem são os culpados por isso? Os eleitores que elegem pessoas despreparadas para o legislativo. Os natalenses vão ser motivo de gozação no Brasil.
Pois muito bem: Agora essa mesma vereadora vem a público dizer que foi comprada por R$ 10 mil pelo presidente da Câmara para votar nele e admitir, como fez em entrevista à Folha que emprega 11 policiais militares em seu gabinete sem eles sequer darem expediente. E por que ela faz isso? Certamente estava incluído no pacote de apoio a reeleição de Dickson Nasser para presidir a Câmara. Os R$ 10 mil mais o “emprego” de 11 PMs, que fzem parte da sua base eleitoral, digo, da vereadora Sargento Regina. Então, sendo assim, não vejo nenhuma surpresa nas declarações da Sargento Regina. É mais um escândalo envolvendo a Câmara Municipal de Natal que com o tempo será esquecido.
Veja, caro web-leitor, o caso que ficou conhecido como “Operação Impacto”, que foi a denúncia de um próprio vereador – Sid Fonseca, que exercia a suplência na época – ao Ministério Público Estadual da compra de votos a 13 edís por parte do setor imobiliário para derrubar os vetos do então prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, de emendas que iriam beneficiar o segmento, quando da revisão do Plano Diretor da cidade. Até hoje os envolvidos não foram punidos. Alguns deles são até candidato a deputado estadual, ou colocam o filho, caso de Dikson Nasser.
Não vamos ser hipócritas a ponto de ficar surpreendidos com o que a Sargento Regina disse. Vamos sim selecionar os nossos políticos e votar certo. Só assim poderemos evitar essa prática nefasta que ocorre nas eleições seja ela para prefeito, governador, senador, presidente, vereadores e deputados. Só assim estaremos contribuindo também para que tal prática não seja levada também as casas legislativas quando das eleições para as mesas diretoras.