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Editorial

O que tem de verdade na proposta de uma pesquisa por R$ 1,2 milhão?

A colega Thaísa Galvão postou ontem em seu blog uma nota que tem despertado a atenção de alguns twitteiros. Sob o título “O preço que se paga por não pagar o preço”, Thaísa diz:

– Um milhão é um pouco menos de um milhão e 200…

Proposta na mesa do governador Iberê Ferreira de Souza, com direito ao instituto fazer palestras com possíveis doadores para a campanha…pesquisas diárias…resultados…

O governador não topou…

Está pagando um preço bem mais alto do que um milhão e 200…

E a proposta não foi oferecida por representante local não.

Pois muito bem: A nota postada por Thaísa não fala o nome do suposto instituto que teria cobrado mais de R$ 1 milhão ao governador para publicar uma pesquisa favorável a sua candidatura, mas me chamou a atenção pelo fato de vir logo a seguir a uma outra, esta do jornalista Cláudio Humberto, reproduzida no blog de Thaísa Galvão, intitulada:  “Ibope teria cobrado 1 milhão para fraudar pesquisa no Amapá”.

Como manda o bom jornalismo, fui checar a veracidade do fato. Entrei em contato com algumas pessoas do governo. Uma delas me disse ser verdade, outras duas desconheciam. Como Thaísa é casada com o produtor Paulo Henrique, cuja filha de seu primeiro casamento é casada com o candidato a vice na chapa do governador Iberê Ferreira, o ex-secretário de governo Vágner Araújo, certamente a nota postada pela jornalista merece credibilidade, até porque ela afirma que tal propsta indecente foi colocada na mesa do governador. Se ela sabe disso alguém passou a informação, não iria inventar coisa tão delicada e comprometedora.

A prncípio pensei em não tocar no assunto à espera de uma palavra do governador Iberê. Mas como o assunto teve e está tendo repercussão no twitter, fui cobrado por alguns leitores do blog a me posicionar.

Acho que a denúncia que Thaísa faz é grave e merece ser investigada sob pena de todos os institutos que estão fazendo pesquisas para as eleições no Rio Grande do Norte ficarem sob suspeita, embora ela – Thaísa – afirme que “a proposta não foi apresentada por representante local não”.

Ainda ontem, em Jucurutu, o deputado Nelter Queiroz (PMDB), que apóia a reeleição de Iberê para o governo do estado, e o ex-prefeito Luciano Lopes, promoveram uma carreata que acabou em comício na cidade com o nome de “Pega o Ibope na mentira”.

Portanto, há alguma coisa no ar e não é só avião de carreira que merece, repito, ser investigado.


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