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Editorial

Lula e Dilma entraram de vez na campanha

O presidente Lula e sua candidata à Presidência da República Dilma Ruosseff (PT) entraram de vez na campanha do Rio Grande do Norte na tentativa de derrotar o principal algoz do governo, o senador José Agripino Maia (DEM), na sua investida de se reeleger. Esta semana tanto Lula quanto Dilma gravaram participações nos programas eleitorais da ex-governadora Wilma de Faria (PSB) e Hugo Manso (PT), ambos candidatos ao Senado, e do senador Garibaldi Alves (PMDB), candidato a reeleição. Faltou gravar para Sávio Hacradt (PCdoB), também candidato ao Senado e apoiador da candidatura Dilma Ruosseff.

Nem Lula nem Dilma virão mais nesta campanha ao Rio Grande do Norte, mas no programa eleitoral dos candidatos ao Senado da base aliada mandam seus recados aos eleitores potiguares. O objetivo é um só. Evitar a reeleição do senador José Agripino. Um objetivo que muitos consideram difícil a esta altura do campeoato, inclusive, pessoas ligadas a área governista, já que o líder democrata desponta em todas as pesquisas de intenção de voto como sempre o segundo candidato mais votado para o Senado. Wilma, no entanto, não perde as esperanças. Costuma dizer que nas campanhas eleitorais figura sempre atrás nas pesquisas de intenção de voto, e quando abertas as urnas acaba se elegendo. De fato, só que Wilma se refere a pleitos para prefeito e governador. A situação agora é diferente. São apenas duas vagas para o Senado onde estão na disputa dentre os prncipais candidatos, além dela, dois caciques da política potiguar que disputam a reeleição. Ou seja: os senadores Garibaldi Alves e José Agripino Maia, que assim como ela já governaram o estado por duas vezes.

O fato é que o presidente Lula está apostando no seu poder de transferir votos na candidatura de Wilma de Faria, a quem conheceu ainda na Constituinte de 1988. Lula está priorizando, como já falou, uma bancada forte no Senado para que sua pupila, Dilma Ruosseff, não amargue o que o seu governo amargou com a oposição. Para isso quer derrotar nos estados aqueles senadores que mais infernizaram o seu governo, caso de José Agripino Maia e Arthur Virgílio (PSDB-AM). O segundo, parece que caminha para a derrota. O primeiro, está sendo mais difícil derrubar.

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