O por que de Garibaldi não querer ser mais governador
O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) já disse por diversas vezes que não quer sair candidato a governador. Seu objetivo é a reeleição. Não adianta insistirem. Certa vez conversando informalmente com Gartibaldi ele me disse que um dos motivos que não quer mais ser governador do Rio Grande do Norte é porque não tem a coragem de demitir. Segundo ele, se fosse governador outra vez certamente as cobranças iriam ser grande para que demitisse aqueles que não votam nele. Os correligionários, claro, iriam lhe cobrar isso.
Agora surge a informação de que o presidente Lula gostaria de vê-lo como candidato a governador ao lado da governasdora Wilma de Faria (PSB) que pretende sair candidata ao Senado. Garibaldi rejeita a proposta. Motivos para não ser candidato a governador Garibaldi tem. Lembram da eleição passada, quando Garibaldi disputou o cargo contra Wilma perdendo em segundo turno? Pois muito bem: Garibaldi até hoje guarda mágoas. Lula veio duas vezes ao Rio Grande do Norte. Uma no primeiro turno, em Natal, e outra no segundo, em Mossoró fazer campanha contra o peemedebista. E ainda por cima o PT enviou para Mossoró no segundo turno sua militância denominada de “formiguinhas” para trabalhar a favor de Wilma.
Garibaldi não diz, mas está claro que agora fica difícil pra ele facilitar a vida de Wilma. Sendo candidato a governador, e saindo do páreo para o Senado, facilitaria a eleição de Wilma, já que são duas vagas para a senatória. José Agripino Maia (DEM-RN) garantiria uma, e Wilma a outra. Mas Garibaldi quer mesmo o Senado. Não abre mão nem a pau. Quem conversa com ele sabe disso. Seus interlocutores também afirmam a mesma coisa.
Pode-se dizer até que uma chapa formada por Garibaldi para o governo e Wilma para o Senado seria forte, mas não imbatível, e Garibaldi também sabe disso. Tido como governador em férias acabou perdendo para Wilma. Tal experiência Garibaldi não quer passar novamente sabendo que a sua reeleição tem, digamos, 90% de obter êxito. Não arrisacaria então trocar o certo pelo incerto, ainda mais ajudando a quem num passado recente o derrotou nas urnas. A conferir!