A campanha na reta final e a expectativa dos candidatos
A campanha eleitoral para as eleições gerais de 3 de outubro entra em sua reta final. As últimas pesquisas de intenção de voto indicam a consolidação da petista Dilma Ruosseff como eleita já em primeiro turno. Não acredito que possa haver a esta altura um fato capaz de alterar o quadro, mesmo as denúncias envolvendo o governo.
No que diz respeito ao Rio Grande do Norte as próximas pesquisas dirão se a eleição para governador caminha mesmo para ser decidida em primeiro turno ou não. Até o momento elas indicam que sim, com a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) liderando todas elas e com uma diferença de 6 pontos porcentuais sobre os demais candidatos. Mas é preciso entender que, apesar de manter a liderança, Rosalba vem em queda, enquanto Iberê subindo. O problema maior da candidatura governista são as frequentas quedas do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), também candidato a governador, e que poderia levar Iberê ao segndo turno.
Pelas últimas pesquisas pode-se observar que apesar de Rosalba cair, sua queda estava sendo compensada também pela queda de Carlos Eduardo Alves, apesar de Iberê vir subindo. O fato é que quem poderia ajudar Iberê a ir ao segundo turno não está correspondendo as expectativas.
Outro fator que deve-se levar em consideração é a estratégia montada desde o início da campanha por Rosalba. Ela em momento algum colou seu nome ao nome do tucano José Serra, candidato à Presidência da República e segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto bem distante de Dilma, primeira colocada.
Sobre isso, o jornalista José Roberto Toledo diz hoje no Estadão que em seis estados predomina um “Frankenstein” legítimo e exemplifica o Rio Grande do Norte, onde os “Dilmalba” são 29% dos eleitores. Eles votam na petista Dilma para presidente e na candidata do DEM, Rosalba Ciarlini, a despeito das desavenças dos dois partidos. Não custa lembrar que no estado Dilma ganha disparado de Serra.