Sobre as pesquisas
Não costumo questionar pesquisa, até porque a metodologia usada por cada instituto é diferente. Daí, dizer se instituto A ou B foi contratado por candidato A ou B para beneficiá-lo é um discurso muito fácil. O fato é que as pesquisas de intenção de voto retratam o momento da campanha. Mas o que se constata é que entre os principais candidatos que disputam o governo do Rio Grande do Norte – Rosalba Ciarlini (DEM), Iberê Ferreira de Souza (PSB) e Carlos Eduardo Alves (PDT) – o único que vem mantendo um crescimento em todas, absolutamente todas as pesquisas, é Iberê, governador e candidato a reeleição.
É correto também dizer que o crescimento de Iberê não é acompanhado pelo crescimento de Carlos Eduardo. Ao contrário, este vem caindo nas pesquisas, o que dificulta um eventual segundo turno. Contudo, é bom analisar que Rosalba Ciarlni que desponta em todas as pesquisas como favorita, está com sua campanha estagnada, apesar de ostentar o primeiro lugar. Faltando dez dias para o pleito – 3 de outubro – e com Rosalba liderando as pesquisas com uma certa distância para os outros candidatos, é difícil imaginar um segundo turno, mas não custa lembrar que eleição só é decidida no dia.
É fato que as pesquisas confirmam uma tendência do eleitorado, mas é fato dizer também que se Iberê está crescendo e Rosalba estagnou, embora liderando, significa dizer que o momento é favorável ao candidato governista. O tempo é pouco, mas lembro que cabeça de eleitor é igual a bumbum de bebê, ou seja, ninguém sabe o que vai sair de dentro. E é nessa expectativa, certamente, que a campanha de Iberê vai trabalhar animada com o crescimento em todas as pesquisas.
O crescimento de Iberê em todas as pesquisas, bem como a estagnação de Rosalba, deve e tem que ser analisado pelos analistas políticos. É verdade que as presenças do presidente Lula e de sua candidata Dilma Ruosseff no programa eleitoral do candidato contribuíram pra isso. Mas será que foi somente isso a causa? Creio que não! Antes mesmo de Lula e Dilma entrarem no ar pedindo voto para Iberê, o governador-candidato já vinha em processo de crescimento. Portanto, a leitura que faço é que o crescimento de Iberê deve-se a outros fatores, e não somente a este.