A liberdade de imprensa foi alvejada da maneira mais torpe!
O Rio Grande do Norte foi surpreendido na noite desta segunda-feira com o assassinato do jornalista e radialista F. Gomes na cidade de Caicó, região Seridó do estado. F. Gomes foi barbaramente baleado na porta de casa com seis tiros, três dos quais o acertaram. Levado ao hospital não resistiu. A bárbarie continua no Rio Grande do Norte e desta feita vitimou um profissional da imprensa que cumpria o seu dever de bem informar a população sobre fatos que ocorriam na sua cidade e estado.
Uma notícia sua ainda no primeiro turno das eleições provocou indignação na população e mereceu investigação do Ministério Público Eleitoral: a de que estava havendo compra de votos em troca de crack. Isso, segundo o jornalista, e já reportando informação de uma fonte, estaria beneficiando candidatos a deputado estadual. Uma denúncia grave que teve, inclusive, repercussão nacional.
Conheci F. Gomes quando trabalhei no jornal Diário de Natal. Isso já se vão longos anos. Figura simples, mas de grande competência no que fazia. F. Gomes foi assassinado certamente por denunciar as ilegalidades que sabia acontecer em sua terra natal. Nestes tempos em que se discute a liberdade de imprensa, posso dizer que ela foi alvejada da maneira mais torpe que pode existir. Tiraram a vida de um profissional de imprensa de uma forma covarde sem ao menos lhe dar o direito de defesa. Até quando isso vai continuar ocorrendo no Brasil?
A imprensa potiguar, e porque não dizer nacional está de luto. O assassinato de um jornalista de forma cruel não é nenhuma novidade. Exemplos se tem aos montes, Mas até quando isso vai ocorrer? Até quando as autoridades vão passar a dar mais importância as denúncias feitas por profissionais de imprensa e investigá-las antes que mais um jornalista ou radialista seja morto?
Que os criminosos e os responsáveis por essa bárbarie sejam presos e a justiça seja feita!