A reunião de FHC e o governo privatista dos tucanos
Por mais que José Serra negue os tucanos têm sim tendência privatista. O exemplo disso é que o próprio candidato à Presidência da República faz questão de ressaltar a privatização do sistema de telefonia no governo Fernando Henrique Cardoso, como se isso tivesse trazido só benefícios para o país.
É verdade que possibilitou o consumidor optar por operadoras devido a concorrência no mercado. Mas é verdade também que a privatização não foi tão eficaz assim quanto apregoa Serra. O exemplo disso é que o sistema de telefonia hoje no Brasil é o principal setor com reclamações junto aos Procons devido ao péssimo serviço oferecido.
É falácia também dizer que a privatização do setor possibilitou a que o consumidor de baixo poder aquisitivo pudesse ter um celular. Isso só foi possível graças a renda do brasileiro de classe menos favorecida que aumentou nos últimos oito anos. E, claro, na medida em que vão sendo lançados no mercado novos modelos de celular a tendência dos aparelhos mais antigos é de diminuir o seu valor.
Mas é importante frisar que acaso se venha a ter um governo tucano, a privatização será sim prioridade. Prova maior disso é que ainda ontem surgiu a notícia de que FHC estaria assumindo com empresários estrangeiros o compromisso de venda de empresas como a Petrobras, Banco do Brasil e Itaipu, em nome de José Serra.
De acordo com as informações, não repercutida pela chamada grande imprensa, claro, comprometida com o candidato tucano, cada um dos investidores teria recebido uma pasta com dados sobre o Brasil, artigos de jornais nacionais e internacionais e descrição detalhada do que José Serra vai vender se for eleito.
E além disso os investidores estão sendo concitados a contribuir para a campanha de José Serra, além de instados a pressionar seus parceiros brasileiros e a mídia privada a aumentar o tom da campanha contra Dilma Roussef. A reunião entre FHC e os empresários estrangeiros aconteceu num luxuoso hotel em Foz de Iguaçu. A notícia não foi desmentida por Fernando Henrique Cardoso nem pelo comando de campanha de José Serra.
Fato é que a privatização de empresas nacionais é prioridade para os tucanos. Serra, obviamente, sempre que perguntado sobre o assunto nega. Mas e essa reunião de FHC com empresários estrangeiros foi pra que, afinal? Certamente não foi pra discutir o futuro de “Ronaldo Fenômeno” no Corínthians, time, alíás, do presidente Lula.