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Editorial

Mais um tabu a ser quebrado!

Há quase oito anos o Brasil elegia um operário à Presidência da República. Seu nome: Luís Inácio Lula da Silva, um torneiro mecânico, que fugiu da seca do Nordeste, ainda criança, com a mãe e irmãos para se estabelecer em São Paulo. Sindicalista, entrou para a política sendo um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores.

Neste domingo, 31 de outubro, o Brasil retorna às urnas para, talvez, em toda a história republicana deste país, eleger a primeira mulher presidenta, Dilma Ruosseff. Acaso aconteça isso, mais um tabu a ser quebrado. Primeiro o operário eleito presidente. Agora, e tudo leva a crê, uma mulher a ocupar o mais alto cargo da Nação.

Dilma representa a continuidade dos governos Lula que deu prioridade a programas sociais antes muito falados, mas nunca levados a efeito por governos anteriores. Certamente está aí a grande popularidade de Lula, sobretudo no Nordeste, uma região sofrida que durante anos ficou a reboque principalmente da região Sudeste.

É como disse certa vez Tânia Bacelar de Araujo, especialista em desenvolvimento regional, economista, socióloga e professora do Departamento de Economia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). “A ampla vantagem da candidata Dilma Rousseff no primeiro turno no Nordeste reacendeu o preconceito de parte de nossas elites e da grande mídia face às camadas mais pobres da sociedade brasileira e em especial face ao voto dos nordestinos. Como se a população mais pobre não fosse capaz de compreender a vida política e nela atuar em favor de seus interesses e em defesa de seus direitos. Não “soubesse” votar”.

Muitos diziam no início da campanha que o presidente Lula não conseguiria eleger um “poste”  sua sucessora,  numa clara referência a Dilma Ruosseff . Está aí o resultado: Dilma disparada nas pesquisas de intenção de voto contra um José Serra que sempre foi candidato a presidente. E, claro, Lula tem uma grande parcela nisso tudo, é inegável.

Mas não é só isso. Dilma representa ainda os anseios de que o Brasil vai continuar mudando para melhor. Serra é uma incógnita. Pode avançar, mas também pode ser um um retrocesso. Daí repetir aquele velho chavão muito usado no futebol: Em time que está vencendo não se mexe.

Portanto, é chegada a hora de darmos uma chance de uma mulher governar os nossos destinos. Já demos a chance a um operário e ele mostrou que pode presidir sim uma Nação. Agora é a vez da mulher. Vamos deixar o preconceito de lado e ter a coragem de acreditar que uma mulher pode sim presidir o país.

Como diz a letra da música do cantor e compositor Benito Di Paula “Agora chegou a vez vou cantar Mulher brasileira em primeiro lugar”.

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