Garibaldi, um predestinado à cena política nacional?
Desde que sofreu a sua primeira derrota política-eleitoral em 2006, quando perdeu o governo do Rio Grande do Norte para Wilma de Faria (PSB), então candidata a reeleição, o senador Garibaldi Alves (PMDB) parece ser um predestinado à cena política nacional. Agora mesmo tem seu nome cotado para ser ministro de Estado no futuro governo Dilma Ruosseff (PT).
Ainda ontem escrevi no blog que Garibaldi está cacifado para ser ministro da Previdência. A Folha diz hoje que para a Previdência foram indicados os senadores Eduardo Braga (AM) e o potiguar.
Relator do PLS (Projeto de Lei do Senado) número 56, de 2007, que altera o artigo 143, da lei 8.213/91, para dispor sobre a concessão de aposentadoria por idade a trabalhadores rurais e segurados especiais, Garibaldi pode ser o segundo nome da cota do partido no Senado, e neste caso para ocupar a pasta da Previdência Social, e não o Ministério dos Portos (Secretaria), como cogitado inicialmente, já que os peemedebistas terão direito a indicar quatro ministérios, sendo dois da bancada da legenda no Senado e dois da bancada na Câmara. O senador Edson Lobão já garantiu a pasta das Minas e Energia.
Na bagagem de Garibaldi como senador consta ainda a autoria da PLS 6707/09 que altera a Lei nº 8.213, de 1991 e concede anistia das contribuições devidas e não recolhidas à Seguridade Social, a cargo do empregador doméstico.
Portanto, se isso vier mesmo a se confirmar a futura presidente pode se livrar ainda de um embaraço. É que, com a possibilidade de José Sarney (PMDB-AP) desistir da sua reeleição à presidência do Senado, devido a debilidade de sua saúde, o nome de Garibaldi voltou a ser ventilado para presidir a Casa.
Garibaldi é tido como um político independente no que diz respeito ao relacionamento com o governo. O presidente Lula experimentou essa independência quando o senador potiguar ocupou a presidência do Congresso Nacional. Mesmo por pouco tempo Garibaldi criou embaraços para o governo como certa vez que, depois de muito reclamar do excesso de medidas provisórias, e em meio à disputa pela sua sucessão, Garibaldi devolveu ao Palácio do Planalto, sem votação, a MP 446, que renovava o certificado de entidades filantrópicas, inclusive as suspeitas de irregularidades.
Senadores, entre eles alguns governistas, também fizeram vigília contra a negativa presidencial em aceitar a recomposição dos valores das aposentadorias. Um mal estar se instalou entre Legislativo e Executivo.