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Editorial

Julgamento precipitado

O depoimento do empresário Anderson Miguel sócio da empresa A&G, acusado de participar de licitações fraudulentas na Secretaria de Saúde do governo do estado do Rio Grande do Norte, na administração Wilma de Faria (PSB), livrando a servidora Eleonora Castim da suposta participação nas fraudes, só faz confirmar que a funcionária pública foi implicada no caso sem ter culpa no cartório. O pior: Soube meses atrás que o casal Carlos/Eleonora Castim teve que vender até o imóvel da família para custear advogado de defesa. Lamentavelmente a verdade está vindo à tona só agora.

O julgamento precipitado que as pessoas fazem leva às vezes a isso, e em muitos casos até a situações piores. Desde o início sempre achei que Eleonora “entrou de gaiata nesse navio”. Certamente foi pressionada para assinar algum tipo de documento. Não acredito que Eleonora soubesse das irregularidades que estavam acontecendo na Secretaria Estadual de Saúde, até porque o seu marido na época era secretário estadual de Segurança. E logo que o nome da sua mulher foi envolvido no escâdalo teve a ombridade de entregar o cargo.

Acusado de comandar um esquema de pagamento de propina ao governo do Estado, o empresário Anderson Miguel foi ontem ao Ministério Público e negociou uma delação premiada. Anderson já havia dito que pensava em abrir todo o esquema para que não fosse o único responsabilizado. Está aí o resultado. O empresário deu nome aos bois e livrou os inocentes, no caso Eleonora Castim. Cabe agora a Justiça avaliar.

Creio que os novos depoimentos revelarão mais coisas dos bastidores podres do governo. E quem tem culpa no cartório é que deve pagar a conta. A sociedade clama por justiça, que me parece já começa a ser feita no caso de Eleonora. Embora tarde, porque ela teve o seu nome maculado. Mas antes tarde do que nunca. O julgamento precipitado leva a isso.

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