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Editorial

Quando se quer se faz

A operação, bem sucedida, diga-se de passagem, das policias Militar e Civil do Rio de Janeiro, junto com as Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronaútica) na prisão e expulsão de traficantes do Compledo do Alemão no Rio, fica mais uma vez provado de quando se quer se faz. Há muito a população carioca reclamava de ações mais enérgicas contra a bandidagem na capital fluminense. Aliás, tal ação já deveria ter sido tomada há anos, mas os governos parecem, não davam lá muita bola para o assunto. E só depois que o tráfico começou a incendiar ônibus e carros particulares resolveram tomar uma decisão.

A propósito, o jornal Correio Braziliense, em sua edição de hoje, faz uma indagação que certamente está sendo feita por todo cidadão de bem. “Está dominado, mas e agora?”

E segue:

– Debaixo de bala,um contigente de cerca de 12 mil militares invadiu, na manhã de ontem, as vielas íngremes e confusas do conjunto de 13 favelas há 30 anos dominado pelo tráfico. No entanto, bastou uma hora de tiroteio para que os bandidos deixassem de resistir. De acordo com o chefe do Estado Maior da PM do Rio de Janeiro, a quantidade de drogas, armas e munições apreendidas é o maior sinal do sucesso da operação. Mas, com a ocupação, moradores e especialistas em segurança pública se preocupam com o futuro. Garantir serviços públicos, mesmo os básicos, e conter a fome das milícias são alguns dos desafios, dificultados pela densidade demográfica da área e pela urbanização quase inexistente.

É verdade. A ação bélica empreendida no Complexo do Alemão não pode e não deve se restringir a apenas um final de semana. Terá que ter continuidade sob pena de ser apenas uma ação para inglês vê. O tráfico de droga no Rio é como um câncer. E nesse caso ele não foi tratado logo. Daí, a prisão e expulsão de alguns traficantes de uma determinada localidade não significa dizer que o tráfico acabou. Será preciso combater também em outras favelas do Rio. Pra isso a ação terá que ter continuidade até o ultimo chefe do tráfico ser preso.

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