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Editorial

Tá correto o procurador-geral da República, sim

Não se deve pré-julgar as pessoas nem suas atitudes, mas está correto o procurador-geral da República no Rio Grande do Norte, Ronaldo Sérgio Chaves, em afirmar que  a ex-governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria (PSB) terá que ser investigada pela Polícia Federal no escândalo de pagamento de propina ao seu filho advogado Lauro Maia e outros ex-auxiliares de seu governo, no que ficou conhecido como Operação Hígia.

Wilma é mortal como qualquer outro cidadão comum. O que a fazia “diferente” era apenas o fato dela ser governadora, pois que tinha foro privilegiado. Agora sem mandato isso acabou. Aliás essa história de foro privilegiado já deveria ter acabado há muito. O voto não deveria dá direito a que políticos tenham privilégios sobre os demais mortais, sobretudo no que diz respeito a Justiça.

O fato é que após ter tido o seu nome citado como conhecedora do suposto esquema de recebimento de propina para manutenção de contrato de empresas terceirizadas e liberação de pagamento, Wilma de Faria  prestará depoimento a fim de esclarecer se tinha conhecimento sobre o esquema que seria comandado por seu filho. Wilma deve explicações sim à Justiça. É preciso esclarecer se a ex-governadora tinha conhecimento ou não do que se passava na Secretaria Estadual de Saúde.

É como disse o procurador:

– Como desta vez houve uma referência mais contundente na instrução, estes serão objetos de investigação. Ninguém está isento de ter seu nome referido, mas a mera referência é insuficiente para afirmar que a pessoa participou ou não daquela prática. No entanto, entre a referência e a comprovação da participação a investigação vai tentar elucidar se as referências são ou não verdadeiras.

Quem não deve não teme. Se Wilma de Faria não sabia do que se passava nos bastidores do Poder só ela mesmo pode dizer. Fazer ilações sobre se a ex-governadora sabia do que ocorria nas reuniões de seu filho na residência oficial não é correto. A ex-governadora merece todo o respeito e, claro, todo crédito, até porque ela é inocente neste caso até prova em contrário. Mas, como todos os mortais terá que provar isso à Justiça.

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