Não sei por que tanta celeuma em torno do nome de Garibaldi
A imprensa nacional começa a questionar a indicação do senador potiguar Garibaldi Alves pelo PMDB para ocupar o Ministério da Previdência. Não entendo o por que de toda essa celeuma. Se a indicação pertence ao PMDB, partido que indicou inclusive o vice de Dilma Ruosseff (PT), candidata à Presidência da República vencedora do pleito, por que se questionar isso?
A própria Dilma quando esteve em Natal em campanha disse que esperava contar na Presidência com todos aqueles que queriam o melhor para o Brasil e para o Rio Grande do Norte, e citou Garibaldi entre os quatro candidatos ao Senado que estavam ao seu lado na campanha potiguar, inclusive, o programa eleitoral do peemedebista chegou a levar ao ar a declaração da então candidata.
Hoje Ilimar Franco diz em O Globo que “logo após o anúncio do nome do senador Garibaldi Alves para a Previdência, políticos começaram a especular sobre a reação do presidente Lula”, e lembrou que Garibaldi quando foi presidente do Senado, devolveu ao Executivo uma Medida Provisória, e que depois em solenidade de aniversário da Constituição, criticou o excesso de MPs constrangendo o presidente Lula. Ora, ora, ora. Essa mesma imprensa que tenta botar “lenha na fogueira” na indicação de Garibaldi Alves para ministro da Previdência é a mesma que teceu elogios ao senador peemedebista quando encarou de frente o Planalto, sem nenhuma temeridade.
E quanto a reação do presidente Lula ao nome de Garibaldi para compor o governo Dilma, sinceramente, não li e nem ouvi nada a respeito até agora. Até porque o governo a tomar posse em janeiro será de Dilma Ruosseff e não mais de Luiz Inácio Lula da Silva. E ainda: Se coube ao PMDB indicar o ministro da Previdência e este nome recaiu sobre Garibaldi, a quem Dilma em campanha disse esperar contar quando assumisse à Presidência, não vejo motivos, repito, para se criar tanta celeuma.
Outro argumento falho, e desta feita pelo jornalista Josias de Souze, em seu blog hospedado na Folha de S. Paulo, é de que Garibaldi “trata-se de um senador que, na eleição de outubro, foi às urnas em aliança branca com uma dupla do DEM”. E mais: “Associou-se às candidaturas ‘demos’ de Rosalba Ciarlini, eleita governadora do Rio Grande do Norte, e de Agripino Maia, reeleito senador”. Pois, pois. Mas Garibaldi não apoiou Dilma Ruosseff à Presidência da República? Então, vamos deixar de procurar desculpas.
A imprensa nacional tem o costume de vasculhar a vida dos políticos principalmente aqueles que são indicados para ocupar algum cargo de ponta no governo federal. Como não têm algo mais substancial sobre Garibaldi Alves tentam imputá-lo uma negatividade à sua independência frente ao Planalto quando presidente do Senado, ou mesmo o seu apoio à candidatura do DEM ao governo estadual. Francamente!