A reforma no ensino tem que começar pelos professores
A notícia saiu na Folha: No Brasil, 16,8% , ou seja, 17% dos professores da rede pública não têm formação suficiente para exercer a profissão e estão em situação irregular.
A LDB (Lei de Diretrizes e Bases) exige que os docentes do sexto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio tenham formação superior, mas 208 mil professores dessas séries concluíram apenas o fundamental ou o médio.
O levantamento, feito com base em dados do Inep (instituto ligado ao MEC) reunidos em 2009 e atualizados em janeiro deste ano, abarca o total de 1,2 milhão de professores que dão aulas nas séries em que há essa exigência.
Não resta a menor dúvida de que a situação é preocupate. Vez ou outra se fala na reforma do ensino. Mas essa tão propalada reforma tem que ter início pelos mestres. Sem um preparo adequado dos nossos professores de nada adianta se ter escolas equipadas com computadores, bibliotecas, amplas salas de aulas, enfim, o mínimo necessário para uma boa educação. O ponto crucial na reforma do ensino é a formação do proferssor.
Se fizermos uma pesquisa pelo interior do país, então, é que se vai verificar aberrações. Professores que mal sabem falar o português corretamente é frequente. E isso implica em dizer que o que reflete isso são os baixos salários que distanciam os bons professores da sala de aula.
Com baixos salários o professor não tem condições de comprar livros para se atualizar, por exemplo. Com baixos salários, o professor não fica estimulado a fazer concurso para a rede pública. Com baixos salários, o professor não fica estimulado a dar uma boa aula, prefere passar trabalhos e passar o aluno de ano sem uma boa avaliação. Com baixos salários, o máximo que a rede pública pode oferecer é um professor com ensino fundamental ou médio como relata a pesquisa do Inep.
Se houver mesmo uma reforma no ensino, essa reforma certamente tem que começar pela valorização do professor. Do contrário, o ensino público no Brasil, que já foi bom nas décadas de 1960/1970, tende a decair mais.