Para Alfredo Nascimento, tudo deve ficar como dantes…
Frase “emblemática” do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento ao anunciar o rompimento do PR com o governo Dilma Ruosseff:
– Estamos convencidos (…) de que não se corrigem mazelas, nem se constrói a excelência com um estado policial e intimidatório amparado por manchetes de jornal…
Quer dizer que para Alfredo Nascimento tudo deve ficar como dantes no Quartel de Abrantes. Trata-se de um pensamento encrustrado na cabeça da maioria dos políticos brasileiros. E por que? Porque estes políticos abusam da prática da corrupção. Está convencido de que não se corrige mazelas e que não se constrói a excelência com um estado policial e intimidatório amparado por manchetes de jornal, é bem típico dessa classe.
É bom lembrar ao ex-ministro que o jornalismo deve exercer a vigilância sobre o poder. E alegar que a presidente Dilma Ruosseff está fazendo uma faxina no seu governo amparada por manchetes de jornal, é subestimar a chefe do governo.
Infelizmente as mazelas vão ainda continuar por muito tempo, pois que os governantes são reféns de uma palavra muito usual: A tal da governabilidade. Talvez a governabilidade expresse o sentido maior das mazelas que Alfredo Nascimento se referiu.
A palavra governabilidade neste país virou sinônimo de pressão política, para não ter que dizer outra coisa. Os governantes temem essa palavra. Falar em falta de governabilidade é o mesmo que dizer que o governo está por um fio. Daí ter governabilidade significa dizer que os governantes terão que conviver com as mazelas destinadas aos seua aliados.
Não à toa Nascimento disse que “estamos convencidos de que não se corrigem mazelas …
É a governabilidade amigo. Sem mazelas não existe governabilidade!