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Editorial

As  incertezas diante de um pleito que pode ser judicializado

Em meio a uma provável judicialização do pleito municipal que se avizinha, as alianças partidárias começam a se delinear na capital potiguar. O PMDB, por exemplo, que tem como pré-candidato a prefeito o deputado Hermano Morais já firmou parceria com o PR, que deverá indicar o seu vice. O PDT, do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, candidato novamente ao Executivo municipal natalense, e que poderá disputar a eleição sub-júdice, já formalizou aliança com  o PSB, embora diante do fato novo, com a possibilidade da inelegibilidade de Carlos, que teve as contas desaprovadas pela Câmara esta semana, o quadro pode ser modificado. O PT, que tem como pré-candidato o deputado Fernando Mineiro, pode ganhar como aliado o PSB. O tucano Rogério Marinho, o eterno candidato a prefeito de Natal, deve ter mesmo como parceiro o DEM, da governadora Rosalba Ciarlini.

A prefeita Micarla de Sousa (PV) deve anunciar o seu posicionamento sobre se sai ou não candidata a reeleição nos próximos dias. Não creio que vá tentar um suicídio político, ou seja, a reeleição. Mais provável que use o argumento da sua saúde, que anda debilitada, para não disputar o pleito. Nesse caso, quem Micarla vai apoiar? Uma pergunta de vestibular. Difícil de ser respondida pois que, acredito, ninguém quer ao seu lado uma prefeita com quase 100% de desaprovação. Seria muito desgastante.

O fato é que as próximas pesquisas eleitorais, já sem a presença da ex-governadora Wilma de Faria (PSB), que cogitava-se ser também candidata ao pleito municipal na capital potiguar, deverá trazer algumas  alterações. Ou seja: Os votos de Wilma vão migrar para quem? Carlos Eduardo Alves, Fernando Mineiro? Acredito que estes votos poderão ser divididos entre os dois. E se Micarla de Sousa também desistir da reeleição? Certamente as próximas pesquisas também irão refletir isso, pois que o alto índice de rejeição da alcaidessa deverá ser distribuído entre os pré-candidatos.

Outra pergunta que deve ser feita é se, em caso de Carlos Eduardo Alves tiver que disputar o pleito sub-júdice, o quadro que lhe é favorável hoje não poderá ter uma reviravolta? São questionamentos pertinentes e que certamente devem está na cabeça dos eleitores. É preciso ressaltar que em política tudo é possível. Carlos Eduardo Alves pode disputar o pleito sem a necessidade de julgamento da justiça, como também pode disputar o pleito preocupado com a possibilidade de ser inelegível. A conferir!

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