Micarla, apesar do desgaste, parece incomodar
A prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV), longe de ser uma grande líder e ainda por cima enfrentando um desgaste popular em face da desastrosa administração, parece incomodar os prefeitáveis. Não fosse assim, seu nome não teria saído da boca dos cincos postulantes ao cargo de prefeito de Natal no primeiro embate entre eles promovido pela Band Natal na última quinta-feira (2).
Só tem uma maneira de Micarla de Sousa acabar com essa ansiedade dos candidatos: Dizer de público em quem ela votará para sucedê-la a partir de janeiro de 2013. Não estou falando de apoio. Estou falando de qual candidato a prefeito da capital potiguar Micarla de Sousa, como cidadã e eleitora, pretende votar. Certamente isso seria o fato novo que está faltando para dar uma sacudida no marasmo dessa campanha, tendo em vista a importância que os prefeitáveis estão dando a seu nome.
Imagine, caro leitor, Micarla anunciando à imprensa que ai votar em Carlos Eduardo Alves (PDT). Seria como que uma “bomba”. Sim, porque a prefeita tem o pedetista como seu desafeto político e a recíproca é verdadeira. Mas, levando-se em consideração que Micarla de Sousa é o maior cabo eleitoral de Carlos Eduardo Alves em face de sua péssima administração, se comparada a do ex-prefeito, o apoio de Micarla à Carlos soaria como que uma espécie de “reconhecimento”.
Carlos Eduardo Alves, claro e óbvio, não iria gostar nada disso. Acha que tiraria voto dele. Mas como voto não significa apoio e muito menos aliança política, e é um direito cívico e obrigatório, Micarla de Sousa terá que votar. E em votando terá que ter um candidato de sua simpatia. Mas se Carlos Eduardo não lhe é simpático, como poderia Micarla votar nele? Até não, mas poderia anunciar que vota nele como resposta as estocadas do pedetista à sua pessoa nesta campanha. Um tapa com “mão de luva”, ou uma vingança a la Nina, da novela Avenida Brasil. Daria Ibope, certamente!
O fato é que se Micarla incomoda tanto assim os candidatos, que enxergam nela como que uma “doença contagiosa” – medo de perder votos – já está mais do que na hora dela se posicionar sobre o seu voto. Só assim se evitaria o “terrorismo” que se vem fazendo contra a prefeita de Natal, afinal, ela não é nenhuma chaga.
Toco neste assunto porque me parece que estão “chutando cachorro morto”, e neste item não é nada aconselhável numa campanha eleitoral se proceder desta forma. Micarla de Sousa, com todo o desgaste de sua administração merece respeito pelo cargo que ocupa e principalmente como pessoa. É bom não esquecer que o mesmo eleitor que colocou ela na prefeitura vai votar agora. Portanto…
Querer ganhar uma “guerra” pisando em quem já está morto pode ter efeito contrário. Bom seria se todos os prefeitáveis esquecessem o retrovisor e olhassem pra frente, pois que quem ganhar terá quatro anos pela frente para provar se vai ser melhor ou pior do que Micarla. É bom não esquecer: microfone e papel tudo pode, segundo Robério Paulino, candidato do Psol.
Ah, antes que algum aventureiro lance mão, só citei o nome de Carlos Eduardo Alves como exemplo porque foi o pedetista que na qualidade de “criador da criatura” provocou os demais candidatos no debate da Band sobre apoios à Micarla. E só!