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Editorial

Prefeitáveis: pelo fim do retrovisor

Faço um apelo público aos prefeitáveis de Natal. Que abandonem o fim do retrovisor em caso de ser eleito prefeito da cidade dos Reis Magos. Ninguém aguenta mais as ladainhas costumeiras de todo governante que se elege. No primeiro ano de administração é sempre a mesma coisa: a chamada herança maldita. Tem sido assim nos últimos 20 anos, não só em Natal como de resto em todo o Rio Grande do Norte.

Falando especificamente aos candidatos a prefeito da capital potiguar todo mundo já sabe, juntando aí as torcidas do ABC, América e até do Alecrim, que Natal está literalmente um caos. E quem assumir a prefeitura já vai sabendo o que vai encontrar pela frente. Portanto, o velho discurso do retrovisor não vai valer de nada mais.

Querer usar o desastre da administração Micarla de Sousa (PV) para tentar justificar o que possivelmente não irá realizar no primeiro ano de administração, é cair na mesmice de outros prefeitos que já passaram pelo Palácio Felipe Camarão. Aliás, Carlos Eduardo Alves (PDT) e sua vice, Wilma de Faria (PDT) sabem melhor do que ninguém disso. Os dois juntos administraram a cidade por cinco anos, sendo Wilma três e Carlos dois.

Portanto, no caso dele – Carlos Eduardo Alves – se for falar de retrovisor tanto na campanha quanto se for eleito é bom olhar para os três retrovisores do seu carro: Os dois que ficam do lado de fora e o de dentro: um corresponde as administrações de Willma, o outro as dele e um terceiro a de Micarla de Sousa. Melhor neste caso calar a boca porque herança maldita é o que não falta!

O fato é que tem-se observado nesta campanha muito o uso do retrovisor. É bom não esquecer que o eleitor não é nenhum imbecil que não enxergue a situação que vive a cidade hoje e o que ele quer. O povo tá cansado do velho discurso da herança maldita. O que ele quer é solução para os problemas que todos sabem existirem. Se vier com a falácia de que Micarla de Sousa é culpada por tudo isso corre o risco de dar com os burros n`água.

Trânsito e transporte público caóticos, saneamento básico insuficiente, postos de saúde caindo aos pedações, ensino público de baixa qualidade, entre outros, são problemas que se acumularam ao longo das gestões e ninguém acredita mais em Saci Pererê ou Mula sem Cabeça para pensar que tudo isso deve-se apenas à Micarla de Sousa.

É preciso os prefeitáveis mudarem o discurso e, sobretudo, aquele que for eleito prefeito de Natal. A última a utilizar o retrovisor foi a governadora Rosalba Ciarlini, do DEM, e está aí o resultado. Sua popularidade anda em baixa até na sua cidade natal, Mossoró. Portanto, o futuro prefeito natalense trate logo de mudar o seu discurso porque na hora em que assumir a cadeira, que hoje é de Micarla de Sousa, não adianta mais colocar nos ombros da ex-prefeita o fato de não poder realizar obras.

As promessas de campanha serão cobradas. Se prometeu isso ou aquilo sabedor de que iria encontrar uma prefeitura falida, por que então fez promessas. Por que não prometeu o feijão com arroz? O povo vai encaminhar a fatura logo nos primeiros meses de administração, podem esperar. E quem mantiver o velho discurso será queimado logo no início de sua administração.

O futuro prefeito de Natal já sabe: Micarla de Sousa será passado e não servirá mais como bode expiatório. O retrovisor com a marca da “herança maldita” terá que ser esquecido. Do contrário o velho continuará velho e o novo envelhecerá em questão de meses. Seguro morreu de velho, caro leitor!

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