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Editorial

Está na hora do eleitor ficar atento

A campanha eleitoral já está nas ruas, contudo, ainda não despertou o interesse do eleitor. O povo ainda está alheio ao processo sucessório, mesmo as assessorias dos candidatos enchendo os e-mails de blogs, portais e redações de jornais sobre as “grandes” movimentações de seus candidatos, o que se verifica nas próprias fotos enviadas pelas assessorias são gatos pingados nas ruas, a maioria militantes.

Bom, mas nesta terça-feira (21) começa o Programa Eleitoral, dito gratuito, no Rádio e na TV. Embora que muita gente ache um saco, está na hora de se conhecer os candidatos a prefeito. Ver a sua cara, observar o seu currículo e principalmente ficar de olhos e ouvidos no que ele tem a apresentar como proposta para administrar Natal nos próximos quatro anos.

Não custa lembrar que vamos depositar nas urnas no dia 7 de outubro, o voto para aquele que acreditamos está preparado para governar os destinos da cidade. É como se fosse uma “bala de prata”. Não podemos errar, sob pena de termos que passar mais quatro anos lamentando-se do voto errado. Experiências sobre isso temos de sobra, haja vista as eleições de Micarla de Sousa (PV) para prefeita de Natal e Rosalba Ciarlini (DEM) para governadora do estado. O caos na capital dos Reis Magos como de resto em todo o estado instalou-se. A “bala de prata” dos eleitores nestes dois casos foi perdida.

Mas voltemos a sucessão natalense: Todos sabem que Programa Eleitoral é puro marketing, com muita plasticidade e um mundo de ilusões. Contudo, há como diferenciar o candidato que “vende ilusões” do candidato que tem os pés no chão. As propostas a serem apresentadas pelos respectivos candidatos vão mostrar claramente isso. E aí é que está a diferença: quem promete muito nada faz. Está atento a isso é fundamental.

Dos seis candidatos que se apresentarão ao eleitor, Carlos Eduardo Alves (PDT), que tem como companheira de chapa Wilma de Faria (PSB), é o único que já teve oportunidade de administrar a capital potiguar. Os dois juntos – Carlos e Wilma – foram prefeitos durante um bom período. O que Carlos Eduardo Alves vier a dizer no Programa Eleitoral pode ser debitado como fatura, não quitada, a ser cobrada agora pelo eleitor.

Os outros cinco candidatos deverão convencer o eleitor que a fatura ou as faturas deixadas por Wilma de Faria e Carlos Eduardo Alves serão pagas agora em curto prazo, tais como questões relativas ao trânsito, que não avançaram nos últimos 20 anos, saneamento básico, que assim como o trânsito não foi resolvido até hoje, problemas relacionados a Via Costeira, que também envelhecem nas gavetas dos burocratas de plantão, e problemas básicos de saúde e educação, que entra prefeito sai prefeito e a situação continua a mesma.

E que os candidatos não me venham dizer que estes problemas todos foram causados pela desastrosa administração Micarla de Sousa. São problemas antigos que não foram resolvidos por gestões passadas e que se acumularam ao longo dos anos. Não se quer milagres, mas que o futuro prefeito da cidade dos Reis Magos não venha com o velho discurso do retrovisor. Queremos soluções e não mais problemas. A conferir!

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