Polícia é para manter a ordem e não contribuir com a desordem
Nesta sexta-feira os estudantes de Natal voltam as ruas para protestar contra o reajuste das passagens de ônibus. Um direito do cidadão principalmente daquele que é usuário do transporte público. É a segunda vez esta semana que o movimento contra o aumento das tarifas sai as ruas.
Na primeira passeata que juntou aproximadamente 2 mil estudantes a Polícia Militar foi convocada para por “ordem”, mas o que acabou ocorrendo foi uma desordem com a truculência de policiais agredindo jovens indefesos. O tempo da ditadura já passou, mas parece que o pessoal da Caserna não esqueceu. As práticas são as mesmas para coibir qualquer tipo de ato público que incomode os governantes de plantão.
A justificativa de manter a ordem agredindo jovens indefesos não convence a ninguém. Dirão alguns que a passeata atrapalhou o trânsito prejudicando as pessoas que se deslocavam pela cidade. Mas fazer passeata com um grande número de pessoas sem prejudicar o trânsito não existe. A menos que se faça uma faixa especial para passeatas. Coisa também absurda e descabida!
O fato é que a maneira encontrada pelos estudantes para protestar contra a majoração nas tarifas do transporte coletivo não foi nenhuma novidade. Isso ocorre em qualquer lugar do Planeta, ainda mais quando se tem um serviço prestado de péssima qualidade. Sou contra a baderna, ou seja, se quebrar ônibus, portas de lojas e até mesmo carros que trafegam nas ruas. Mas, me parece que não foi o que ocorreu.
Hoje, novamente a estudantada vai as ruas pelo mesmo motivo. Espera-se que não se repitam as agressões passadas da PM e que políticos oportunistas não se aproveitem do ano de eleições para fazer proselitismo. O movimento dos estudantes contra o aumento das passagens é legítimo, o que não são legítimos é a truculência de policiais e o oportunismo de certos políticos, que quando estão no Poder mandam a Polícia agir da mesma forma.
Portanto, que os jovens não se deixem provocar e façam seu protesto pacificamente, e sem se deixar influenciar por vozes políticas que só querem se aproveitar do momento para levantar “sua bandeira”.