Porque sou favorável ao 2º turno
Independente dos candidatos que postulam a prefeitura de Natal sou favorável a que haja um 2º turno. Experiências recentes em Natal e no Rio Grande do Norte nos leva a crer, cada vez mais, da necessidade de haver um outro turno nas disputas eleitorais em terras de Poti.
Senão vejamos:
A eleição de Micarla de Sousa (PV) para prefeita de Natal deu-se sem a necessidade do 2º turno e, portanto, não houve uma apuração melhor do eleitor sobre as propostas que estavam sendo apresentadas pelos outros candidatos. A eleição da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), idem. Resultado: as duas gestões são alvo de críticas e de desgastes até mesmo por parte de quem votou nelas.
Leve-se em consideração que no caso de Rosalba Ciarlini, o fato dela ter administrado a segunda maior cidade do estado, Mossoró, deixando a prefeitura com índices de aprovação satisfatório perante o eleitorado, pesou, de certa forma, na sua eleição já em turno único. Mas o fator de sua aprovação como prefeita não deveria ter sido considerado como ponto de partida para sua eleição ao governo do estado. Certamente o erro foi aí.
Enfim, o que quero dizer é que na disputa agora para prefeito de Natal, onde se tem um candidato – Carlos Eduardo Alves (PDT) – liderando as pesquisas, e pelo fato também de ter administrado a cidade, onde ele faz comparações com a atual gestão, não pode e não deve ser levado em consideração. E por que não? Pelo simples fato de que não está em jogo a gestão Carlos Eduardo Alves versus a gestão Micarla de Sousa. O que está em jogo são propostas para governar Natal durante os próximos quatro anos.
É exatamente aí o porque que sou favorável a um 2º turno. O eleitor precisa de mais tempo para analisar os candidatos e suas propostas. Se não for assim pode-se incorrer no mesmo erro de eleições passadas. E aí ter que chorar depois o leite derramado. Portanto, independente de Carlos Eduardo Alves liderar as pesquisas há necessidade de um 2º turno na eleição de Natal.
É preciso entender que cada eleição é um momento diferente. Hoje o Brasil vive uma situação política, social e econômica diferente do que há quatro, oito anos atrás. Sendo assim, não se pode olhar no retrovisor e querer comparar a gestão de um ex-prefeito que disputa outra vez a cadeira, com a gestão atual e chegar-se a conclusão que este candidato está preparado para administrar novamente a cidade. Isso é uma avaliação simplista e ilusória.
Lembrai-vos das últimas eleições, caro eleitor!