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Editorial

Uma eleição indefinida

A oito dias do pleito não se pode dizer ainda se Natal terá o seu futuro prefeito eleito em primeiro turno. Uma eleição que parecia ser cartorial se transformou numa grande disputa bipolarizada. As pesquisas apontam tendência de segundo turno, embora uma ou outra destoe disso.

O fato é que, independente de pesquisa eleitoral, a disputa para prefeito de Natal se acirrou após o programa dos candidatos no Rádio e na TV. Isso é inconteste, apesar de muitos acharem que programa eleitoral não influi na decisão do eleitor.

Discordo desse ponto de vista. A prova está aí. Carlos Eduardo Alves (PDT), candidato novamente a prefeito de Natal, que começou a campanha com quase 60% das intenções de voto caiu a ponto de se falar em segundo turno.

Muitos dirão ser natural quem está na frente cair quando a campanha começa. Procede, mas o declínio de Carlos Eduardo Alves foi vertiginoso. Considerar isso normal é ser um tanto quanto demasiado crédulo.

A desmestificação do candidato Carlos Eduardo Alves, após o programa eleitoral, contribuiu em muito para a mudança do quadro até então favorável ao pedetista. Carlos Eduardo Alves fez sua campanha praticamente no retrovisor, batendo na gestão da prefeita Micarla de Sousa, que não é candidata a reeleição.

Esqueceu, no entanto, que além dele, há nesta campanha eleitoral mais cinco outros concorrentes que começaram a apontar também os erros da administração do pedetista, desconstruindo assim o seu discurso.

Quando o seu marketing atentou para isso foi do meio para o final da campanha. Resultado: O sinal amarelo acendeu para a passagem ao segundo turno. Não custa lembrar que hoje o palanque é eletrônico e quem tem mais poder de persuasão leva vantagem.

Mas é preciso analisar também que o eleitor natalense já é gato escaldado com relação a decisões em primeiro turno. Já abordei isso em outras ocasiões, mas não custa repetir. As eleições da prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV) e da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), em primeiro turno, e com administrações pífias podem levar a que o eleitor na capital potiguar tire a sua carta de seguro neste pleito.

A carta de seguro seria, digamos, levar a decisão para um outro momento, onde os candidatos poderão ser melhor avaliados, sobretudo porque só seriam dois agora. Os debates com dois candidatos e o próprio programa eleitoral poderiam deixar o eleitor mais a vontade para escolher aquele que vai administrar a cidade nos próximos quatro anos.

Nada de açodamento. Voto é coisa séria e como tal deve ser muito bem pensado. É claro e óbvio que num eventual segundo turno teremos um novo cenário político em função das novas composições, e certamente a decisão do voto será mais amadurecida. A conferir!

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