A que ponto chegamos!
A insegurança nossa de cada dia nos permite dizer que hoje o cidadão é refém dos bandidos. E o pior: quem como dever constitucional tem a obrigação de nos proteger, caso dos policiais militares, também. A que ponto chegamos!
Na última sexta-feira (16) o comando-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, preocupado com a onda de assassinatos que vem ocorrendo contra policiais miliares em São Paulo e em outros estados, divulgou um comunicado de alerta à corporação em seu site orientando a todos os militares que, devido aos recentes ataques aos agentes de Segurança Pública dos estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná, todos os integrantes da PM do Rio Grande do Norte, deveriam manter a cautela necessária à sua segurança, estando de serviço ou de folga.
A nota conclui dizendo que “nós, militares, integrantes da Polícia Militar do RN, que realizamos diuturnamente a segurança da sociedade potiguar, devemos observar nossa segurança, quer estejamos de serviço ou enquanto estivermos de folga, visando a preservação da vida”.
Como se observa, o comando da PM do Rio Grande do Norte está preocupado com a violência cometida contra policiais militares que assola alguns estados, e porque não dizer o país. Isso é ainda mais preocupante tendo em vista que àqueles que protegem a sociedade estão ameaçados de morte, imaginemos o cidadão comum.
Já falei isso em Editorial recente, mas repito: É hora também dos representantes das entidades que defendem os direitos humanos levantarem suas vozes em favor dos policiais militares e seus familiares que estão sendo mortos covardemente. Direitos humanos tem que ser para todos e não só para bandidos.
Policiais militares e familiares estão sendo mortos a troco de nada. O noticiário sobre assassinatos de PMs, parece, está virando uma coisa banal. Não a toa a preocupação do Comando da PM do Rio Grande do Norte com os seus integrantes.
A sociedade, por sua vez, tem que começar a se indignar com esta situação. À imprensa também não pode ficar só no reportar dos fatos. É preciso fazer uma campanha contra essa onde de violência que toma conta do Brasil, sob pena de virarmos uma Colômbia. A diferença que ao invés de uma guerrilha na selva teríamos aqui uma guerrilha urbana.
Chega de violência!