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Editorial

O enigma da sucessão estadual que precisa ser decifrado!

No dia 12 de agosto o Estadão publicou uma matéria intitulada “Terceira via muda xadrez eleitoral”. A reportagem do jornal paulista chamava a atenção sobre a possível candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência da República com repercussões nos palanques eleitorais nos estados. Pois muito bem: Com base nas informações postei um editorial transferindo a realidade nacional para a local sob o título “A propósito…. O web-leitor que quiser conferir é só clicar em Editorial [1]

E por que estou falando nisso agora? Porque li no Fator RRH, blog do jornalista Ricardo Rosado que a governadora do Rio Grande do Norte anuncia oficialmente nesta quarta-feira (10) o nome do vice-governador e secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos como o candidato governista à sua sucessão. Até aí nenhuma novidade. Todos estavam careca de saber que Iberê seria o candidato natural do PSB ao governo em 2010. Disso não tenho dúvida.

Mas Rosado fala num possível rompimento do presidente da Assembléia Legislativa deputado Robinson Faria (PMN) com a governadora Wilma de Faria, ainda mais agora após  o atrito entre Jader Torres e o vice-governador Iberê Ferreira de Souza sobre licitações de obras, segundo informou o jornalista Túlio Lemos em sua coluna hoje no JH Primeira Edição. Torres foi indicação de Faria para dirigir o DER [Departamento Estadual de Estradas e Rodagens].

Não faz muito tempo assim Robinson Faria pediu a governadora que respeitasse as outras candidaturas governistas. E isso foi feito em público no Jornal do Dia da TV Ponta Negra. Naquela ocasião – 19 de outubro pra ser mais preciso – o presidente da Assembléia Legislativa declarou respeitar a posição da governadora Wilma de Faria (PSB) em querer lançar o nome do vice-governador Iberê Ferreira de Souza, do seu partido, à sua sucessão, mas esperava que ela respeitasse também a sua postulação de sair candidato a governador assim como a do deputado João Maia (PR-RN) e do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

Segundo Robinson Faria ele sempre foi uma pessoa coerente com as suas posições políticas e lembrou que hoje já poderia ser candidato natural do governo se na eleição passada para governador tivesse aceito um convite formulado pelos senadores Garibaldi Alves (PMDB-RN), José Agripino Maia (DEM-RN) e o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para ser o vice na chapa encabeçada por Garibaldi. “Eu poderia ser hoje o candidato do governo à sucessão estadual. Havia esse compromisso. Por ser coerente com as minhas posições políticas preferi não aceitar o convite e ficar ao lado da governadora Wilma de Faria que tentava a reeleição. Tenho cerca de 40 prefeitos que sempre estiveram comigo e os deputados do PMN foram todos bem votados no estado. Garibaldi naquela época estava com 30 pontos a frente de Wilma. Se eu tivesse aceito o convite para ser o seu vice ele teria ganho a eleição em primeiro turno”, ressaltou Robinson Faria.

Faria tem conversado com a prefeita de Natal Micarla de Souza (PV) e o senador José Agripino Maia  nas últimas semanas. Aliás, tanto ele como o deputado João Maia. Em outro editorial postado no último dia 30 cujo título era “E se Robinson tiver o apoio de Micarla”, analisei a possibilidade de Faria ser o candidato da prefeita natalense. E por que? Obviamente que se a senadora verde Marina Silva confirmar sua candidatura à Presidência da República, Micarla de Souza terá que fazer palanque pra ela no Rio Grande do Norte, e nesse caso Robinson Faria poderia ser também o seu candidato ao governo estadual. Veja clicando em Editorial [2]

Repito mais uma vez a frase do deputado Wober Júnior (PPS), que aliás conversou com o vice-governador Iberê Ferreira de Souza neste final de semana: “nesse momento de tensão e expectativa na política potiguar, existe muita conversa que ninguém divulga. Algumas misteriosas. Outras secretas.

É aí que está exatamente o enigma da sucessão estadual que precisa ser decifrado!


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