Nem `progressista´ e muito menos conservador. Independente, diria
O blog está completando neste 13 de agosto exatos seis anos no ar. Um blog que não é “progressista” nem muito menos conservador. Diria, independente. Sim, independente pois que não se submete ao poder político nem ao poder econômico.
Para exemplificar a independência do blog, outro dia postei aqui um artigo do jornalista Ruy Fabiano sob o título “ O vilão de todas as crises”, em que ele falava que a imprensa é sempre culpada de tudo. E tem razão Fabiano. Contudo, prefiro usar o adjetivo no feminino, ou seja, a imprensa é a vilã de todas as crises.
Dizia ele no seu texto, transcrito aqui neste espaço:
– O grande vilão desta e de todas as crises continua sendo a imprensa. Todos a acusam. O PT diz que está a serviço do poder econômico e do atraso e é aliada da oposição.
A oposição, claro, diz o contrário, que a imprensa é petista. O PT, no entanto, há anos, a ameaça com um tal de “controle social”, ou “marco regulatório”, eufemismos de censura. Chegou até a imputar-lhe uma sigla: PIG, partido da imprensa golpista.
Os ativistas da revolução cultural (movimentos gay, feminista, abortista, ambientalista, indigenista, vadias etc.), por sua vez, a acusam de estar a serviço do conservadorismo.
O conservadorismo, porém, não refresca: a mídia é o canal pelo qual se processa a revolução cultural, que destrói os valores civilizatórios. Os manifestantes, nas ruas, cercam os carros de reportagem e ameaçam os repórteres.
Exemplificado as controvérsias sobre o que é ser “progressista” e conservador, digo que este escriba mesmo sofre na pele as controvérsias dos leitores quanto aos Editoriais aqui postados dia sim outro sim. No twitter a mesma coisa. Contudo, devo dizer, ou melhor, reafirmar, a postura independente deste blog desde o dia em que foi ao ar pela primeira vez. Independência essa que costumo adotar até nas eleições quando corajosamente defendo aquele candidato que pra mim é o melhor naquela ocasião para governar o país, o estado ou o município.
Tem sido assim em todas as eleições sem medo de ser feliz. Digo abertamente a minha posição e defendo isso em Editoriais no blog. No entanto, este espaço está aberto a todas as correntes partidárias. Elogio quando tenho que elogiar e crítico – crítica construtiva – quando tenho que criticar. Certamente por isso mereço a credibilidade dos meus leitores conquistada ao longo destes 30 anos de vida profissional.
O problema é que as pessoas gostariam de ler aquilo que lhe é conveniente. Se não for o jornalista é conservador, venal e por aí vai.
Repito mais uma vez Ruy Fabiano:
– Não há dúvidas de que a imprensa é falha. Envolve-se, sim, com causas furadas, comete injustiças, é superficial. Mas faz também o contrário, prestando serviços de inestimável valia ao público. Não é responsável pelo que de ruim (ou de bom) acontece: registra o que vê, ainda que muitas vezes faça opções equivocadas.
Por fim, agradeço aos leitores que tem acompanhado o blog nessa trajetória de seis anos ininterruptos no ar. À eles o meu apreço.
Tenham todos uma boa leitura!