Os palanques vão começar a se formar
O PT começa a dar a arrancada para a campanha à reeleição da presidenta Dilma com uma formação de um grupo a ser encarregado das tarefas. Liderado por Lula, grupo já começa a planejar campanha, tendo como encarregado da formação dos palanques o ministro Aloizio Mercadante (Educação). Mercadante negociará palanques regionais com aliados.
Devo dizer que no caso do Rio Grande do Norte tem-se praticamente uma chapa pronta para a formação desse palanque. Arrisco a repetir o que já venho dizendo. O ministro Garibaldi Alves (Previdência), colega de Aloizio Mercadante na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, embora que não deseje sair candidato novamente a governador, será convencido a isso. E aí temos uma chapa com Garibaldi (PMDB) para governador e a deputada federal Fátima Bezerra (PT) para o Senado, conforme prioriza a Executiva Nacional petista.
E a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), até pouco tempo aliada do PT, onde figura aí nessa aliança? Não figura. Wilma, diante do rompimento do seu PSB com o governo petista terá que seguir carreira-solo, ou ao governo do estado – mais provável – ou a senatória. O presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), já decidiu que quer uma candidatura majoritária de Wilma no Rio Grande do Norte, até para dar sustentação a sua empreitada à Presidência da República nas eleições do ano que vem. Wilma poderá então, acaso resolva sair candidata ao Senado, apoiar a candidatura do vice-governador Robinson Faria (PSD) ao governo do estado, embora que o partido de Faria seja aliado do governo Dilma. Pouco provável é o PMDB, que alarde aos quatro cantos que terá candidatura própria apoiar Robinson Faria e Wilma para o Senado. Isso frustraria o seu eleitorado e decepcionaria a presidenta Dilma Ruosseff, que necessita de um palanque forte no Rio Grande do Norte para o seu projeto político.
Fato é que nos próximos meses a formação de palanques nos estados tende a ficar mais claro. No entanto, não vejo a mínima possibilidade do PSB está no mesmo palanque que PMDB e PT. Difícil acreditar numa formação de chapa – governo e Senado – entre partidos com candidatos à Presidência da República diferentes. No caso o PMDB, que não terá candidato à sucessão presidencial, mas indicará novamente Michel Temer (SP) para ser novamente o vice de Dilma Ruosseff. A conferir!