PT do RN precisa ser convincente sobre o caso Sérvolo
Independente da Veja agradar ou não a alguns e outros não – e entre os que a revista não agrada me coloco entre eles – fato é que a reportagem da publicação no último final de semana colocando que o secretário de Organização do Diretório do partido em Natal, Sérvolo de Oliveira e Silva, teria ameaçado através do Facebook o presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, e que o caso já estaria sendo investigado pela Polícia Federal, colocou o PT do Rio Grande do Norte numa saia justa.
O presidente estadual da sigla, Juliano Siqueira, promete divulgar uma nota oficial sobre o episódio em nome do partido nesta terça-feira. Bom que seja convincente, pois que a denúncia é grave e precisa ser apurada não só pela PF, mas como pelo próprio partido.
Se as medidas de Joaquim Barbosa não agradam ao PT e a seus filiados e simpatizantes, não justifica o ministro sofrer ameaças. Vivemos numa democracia e, portanto, ações como estas reveladas pela Veja merecem o repúdio da sociedade.
Dentre as informações da reportagem estão que as denúncias mais graves surgiram quando Joaquim Barbosa decretou a prisão dos mensaleiros José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino. Disparadas por perfis apócrifos de simpatizantes petistas, as mensagens foram encaminhadas ao Supremo. Em uma delas, um sujeito que usava a foto de José Dirceu em seu perfil no Facebook escreve que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. Por fim, chama Joaquim de “traidor” e vocifera: “Tirem as patas dos nossos heróis!”.
Em uma segunda mensagem, de dezembro de 2013, o recado foi ainda mais ameaçador: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas (…). Joaquim Barbosa deve ser morto”. Temendo pela integridade do presidente da mais alta corte do país, a direção do STF acionou a Polícia Federal para que apurasse a origem das ameaças. Dividida em dois inquéritos, a averiguação está em curso na polícia, mas os resultados já colhidos pelos investigadores começam a revelar o que parecia evidente.
A conferir!