O que é isso, companheiro!
É certo dizer que a deputada federal Fátima Bezerra (PT), pré-candidata ao Senado, e o deputado estadual Fernando Mineiro (PT), candidato a reeleição, além dos dirigentes do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte, devem está se perguntando “o que é isso, companheiro?”
Claro está que estou me referindo a Antenor Roberto, dirigente do PCdoB no Rio Grande do Norte, e o vereador de Natal, George Câmara (PCdoB), tendo em vista as conversas que vêm mantendo ou mantiveram com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), pré-candidato ao governo do estado, visando a possibilidade dos comunistas coligarem na proporcional do que eles chamam de “chapão” de apoio a candidatura do peemedebista.
Sim, porque neste “chapão” estão o DEM do senador José Agripino Maia, que quer reeleger o filho deputado federal Felipa Maia, o tucano Rogério Marinho, candidato à Câmara dos Deputados e o deputado federal, João Maia (PR), que é pré-candidato a vice-governador na chapa de Henrique Alves. Todos até pouco tempo faziam parte do governo Rosalba Ciarlini, que vem a ser do DEM que tanto os petistas como os comunistas criticam.
Mas, surpreendentemente o PCdoB, que sempre foi um fiel escudeiro do PT no Rio Grande do Norte, pode abrir mão de uma aliança na proporcional com o PT para apoiar o peemedebista Henrique Alves, que eles consideram um oligarca. E mesmo que isso não ocorra, só o fato do PCdoB – dos saudosos GLênio Sá e Alírio Guerra – ter cogitado essa possibilidade, todo o discurso contra o “chapão” vai por água abaixo.
É como diz a charge do Genildo – alíás bem sugestiva para o momento – publicada hoje no blog:
– Fique atento! Nas coligações uma mão lava a outra, mesmo sabendo que nem sempre elas vão estar completas, com todos os dedos.
Clique aqu [1]i para conferir a charge.
É como eu sempre digo. Política é um jogo de interesses. Depende muito do momento, pois que cada um quer cuidar de salvar a sua pele e nesta hora vale fazer uma salada misturando adversários políticos, desafetos políticos e até ideologias, se é que ainda se pode ver em algum partido neste país varonil.
É por isso que insisto em plagiar Cazuza:
Ideologia, quero uma pra viver!