Wilma e “as portas abertas”
Lendo hoje o Diário de Natal reportagem assinada por Octávio Santiago sob o título “Wilma: as portas estão abertas” , onde a governadora do Rio Grande do Norte afirma que vai promover, na próxima semana, em Natal, um encontro entre a ministra Dilma Rousseff (PT) e os quatro pré-candidatos situacionistas à sucessão estadual – vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), deputado estadual Robinson Faria (PMN), deputado federal João Maia (PR) e ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) – para tratar das eleições de 2010 e que o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) também pode fazer parte da lista, constituindo mais uma opção da situação para o pleito do próximo ano, além de viabilizar a vinda do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) para completar a chapa, me veio logo à cabeça a pergunta que o presidente Lula fez a governadora tempos atrás.
Na pergunta do presidente dirigida a governadora Lula indaga qual seria o nome que poderia unir a base aliada do governo no Rio Grande do Norte nas eleições estaduais do próximo ano. Wilma teria respondido que esse nome seria Henrique Eduardo Alves. É sabedor que Lula defende a união de suas bases nos estados e onde for possível se ter candidatura única melhor. Lula não deseja dividir os partidos que fazem parte da base aliada do governo. O projeto do presidente é fazer a ministra Dilma Ruosseff [Casa Civil] sua sucessora. Daí, prevalecer o discurso do PT de que a eleição de Dilma está em primeiro lugar.
A afirmação da governadora Wilma de Faria com relação ao peemedebista foi taxativa ao dizer: “As portas estão abertas. Se Henrique quiser vir, será muito bem-vindo”, reafirmando que o momento é de articulações, decisões serão tomadas posteriormente. Não tenho dúvida de que passa pela cabeça da governadora do Rio Grande do Norte a possibilidade de levar Henrique a ser o candidato do sistema governista à sua sucessão. O problema estar em Henrique aceitar o desafio. Primeiro, isso só ocorreria se todos os os quatro pré-candidatos governistas permanecessem na base aliada, ou pelo menos três – Iberê, Robinson e João Maia. Segundo, se eles concordassem em apoiar o nome dele – Henrique – para o governo em 2010. E terceiro, se Garibaldi aceitasse compor com Wilma sendo Henrique o candidato ao governo do estado.
Caso isso acontecesse, existiria um porém. O PMDB nesse caso encabeçaria dois nomes para a chapa majoritária. Henrique para o governo e Garibaldi para o Senado. Não seria Alves demais não? Outro detalhe: Caso se confirme a candidatrua da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) ao governo do Rio Grande do Norte em 2010, e caso ela vença a eleição, o primeiro suplente assumiria a cadeira dela por mais quatro anos. Nesse caso é o pai de Garibaldi Alves Filho, Garibaldi Alves. Portanto, são várias as situações a serem resolvidas.
Em todo caso, Wilma está pensando no projeto dela de se eleger senadora. A governadora considera que o nome de Henrique pode unir as bases e sendo assim, há a possibilidade de atrair Garibaldi para o seu projeto, o que seria muito interessante para Wilma, tendo em vista que nas eleições de 2010 só existem duas vagas para a senatória e três caciques disputam essa vaga. Ela própria, e os senadores Garibaldi e José Agripino Maia (DEM) que disputam a reeleição.
Mas, tendo em vista as conversas que já houveram em torno do assunto é possível que diante das dificuldades que estão aparecendo para a união da base aliada de Lula no Rio Grande do Norte a solução seja mesmo o nome de Henrique. O web-leitor que quiser conferir o que estou dizendo é só clicar nas duas matérias abaixo: