Não se faz mais donos de jornais como antigamente!
Assis Chateubriand fez escola, que aliás teve um pupilo que aprendeu rapidinho suas lições: Roberto Irineu Marinho. Chatô criou o primeiro grande império da comunicação no Brasil com uma rede de jornais, rádio e televisão. Marinho, seguindo o seu exemplo criou a toda poderosa Vênus Platinada, mas também rádios e jornais como O Globo, um dos principais jornalões brasileiros. E todos sabemos como surgiram os impérios tanto de Chatô como de Marinho.
Mas a verdade é que não se faz mais donos de jornais como antigamente. Veja você caro web-leitor o caso do empresário Alcir Collaço, dono do jornal Tribuna do Brasil, de Brasília – o mesmo flagrado colocando maços de dinheiro na cueca-, que conversa com Durval Barbosa, pivô do Panetonegate ou DEMsalão como alguns preferem chamar. Sinceramente isso é de um amadorismo que não tem tamanho. E o pior é que existem muitos Collaços Brasil afora. Alguém duvida?
Infelizmente o jornalismo de resultados continua imperando nesse país. O caso de Alcir Collaço é um entre centenas que ocorrem nesse Brasil. Jornal hoje virou bodega de secos e molhados onde se vende de tudo ao gosto do freguês. Alcir Collaço certamente participava desse esquema colocando o seu pasquim à serviço do governador José Roberto Arruda (DEM) do Distrito Federal. Mas, claro, sua mesada estava garantida no final do mês.
O jornalismo de resultados atua nas celulas dos governos. O dinheiro na cueca de Alcir Collaço dá bem uma amostra do que ocorre nos bastidores do poder e aí envolvendo a “imprensa”. Todo ato corrupto tem que ter o ativo e o passivo. Ou seja, o corrupto e o corruptor senão não se configura uma corrupção. O dinheiro na cueca de Collaço representa bem isso!