Wilma vai pra “guerra”
Sempre disse que as eleições majoritárias no Rio Grande do Norte em 2010 serão voltadas principalmente para o Senado. A eleição de governador ficará em segundo plano. Certamente num eventual segundo turno. No primeiro turno a “briga” será mesmo para as duas cadeiras no Senado onde disputam os senadores José Agripino Maia (DEM), Garibaldi Alves (PMDB) e a governadora Wilma de Faria (PSB) que deixará o governo em abril. Os dois primeiros candidatos a reeleição.
Wilma, que tem o apelido de “guerreira” vai enfrentar dois políticos experientes, mas ela sabe também que tanto Agripino como Garibaldi temem a sua força eleitoral. Os três vão disputar o Senado na condição de ex-governadores e certamente vão levar ao palanque suas obras enquanto governantes do Rio Grande do Norte. A luta pelas duas cadeiras no Senado já começou, não tenho dúvida disso. As últimas entrevistas principalmente de Agripino e Wilma dão pra perceber bem isso.
Os três postulantes a senatória sabem bem o que esperam. Daí achar que a disputa no primeiro turno será voltada principalmente para os três principais políticos do estado. Apesar de estar atrás nas pesquisas de intenção de voto Wilma de Faria não leva isso em consideração. Ela sabe que pesquisa é coisa de momento e que o retrato real do quadro só será sinalizado quando a campanha começar oficialmente. Wilma terá um pesado-pesado ao seu lado quando a campanha começar verdadeiramente. O presidente Lula. E isso tanto Agripino quanto Garibaldi sabem. Aliás, Garibaldi prefere votar na senadora Rosalba Ciarlini (DEM) para o governo, mas também prefere estar ao lado de Lula no apoio à ministra Dilma Ruosseff (PT) na disputa pela Presidência da República. Como fará isso só ele mesmo pode responder.
O fato é que a disputa para o Senado no Rio Grande do Norte nas eleições do próximo ano será renhida. Esse negócio de segundo voto é conversa pra boi dormir. Cada um vai cuidar do seu. O segundo voto ficará a cargo do eleitor. Alguém duvida do que estou dizendo? Veremos! Numa disputa em que todos os três candidatos estão em pé de igualdade dificilmente poderá se arriscar quem serão os dois eleitos para o Senado.
Certamente o maior problema aí será para Garibaldi. Sim, porque Agripino terá o discurso da oposição tanto a nível local quando a nível nacional. Wilma, claro, o discurso governista. Mas, e Garibaldi? Qual será o seu discurso no palanque? É muito complicado essa equação para o senador peemedebista. Mas vamos aguardar até porque o PMDB ainda não se definiu sobre quem apoiar no Rio Grande do Norte. Garibaldi defende o apoio a Rosalba e o deputado Henrique Eduardo Alves, primo do senador e presidente da sigla no estado quer que o partido apóie a candidatura de Iberê Ferreira de Souza (PSB), atual vice-governador.